Olá seres humanos a base de carbono, cujas minhas ondas cerebrais indicam que eu amo! Tudo de boa? Estou de volta e tem texto novo! Vou apresentar a vocês o que começou como o que em inglês é conhecido como "Mini-Sagas", e que em português deve ser mais ou menos a mesma coisa. Elas são conhecidas pelos mais jovens como diálogos de Twitter. São histórias que devem ter exatamente 50 palavras. A ideia disso veio do escritor de ficção Brian Aldiss. Porém eu tenho um probleminha com limite de palavras, então ficou maior do que o esperado. Agora, sem mais delongas, apresento a vocês:
Amor de aluguel
-Tchau Fernando! Foi muito bom conhecer você!
-É mesmo! Finalmente conhecemos o famoso Fernando que a Daiana fala tanto!
As amigas levantaram, depois de pagar sua parte da conta e saíram. Só Fernando e Daiana ficaram na mesa. Ela virou-se para ele.
-Isso precisa acabar.
Ele olhou para ela, não parecendo nem um pouco incomodado.
-A decisão é sua.
-Eu vou sentir sua falta, meu ursinho...
-Eu também, minha ursinha...
Disse, com aquela voz melosa.
-Eu amo você.
-Eu amo mais...
Ela olhou na direção da porta. As amigas já entravam no táxi que tinham pedido.
-Elas já foram, quanto eu te devo?
-Foram umas duas horas? 50.
-Posso pagar em dinheiro?
-A vontade. Ah, e o vale-transporte não está incluído tá?
Ela revirou os olhos.
-Tá um pouquinho caro não acha?
Falou dando 70 reais para o homem que contou e guardou o dinheiro no bolso. Ele deu de ombros.
-Um homem tem suas necessidades.
-Ótimo. Fique com suas necessidades. Eu já te disse o quanto eu te odeio?
-Eu te odeio mais...
Disse, com a voz melosa, sabendo que a irritaria.
-Ok, você está livre no 7 de setembro?
-Claro, que horas preciso estar lá?
20 de set. de 2012
31 de ago. de 2012
Faculdade #2
Há exatamente 2 anos atrás, eu postei um texto com este exato título. Não que vocês se lembrem é claro. Naquele tempo eu era uma escritora completamente diferente do que eu sou hoje. E se hoje eu ainda não sou lá essas coisas... Imagine... Kkkk.
Enfim, a questão é que hoje eu estava na mesma situação que dois anos atrás, na feira de cursos da faculdade em que minha mãe leciona, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná. A feira se chama Planeta Puc, e é o máximo. Além das informações sobre os cursos, há diversas apresentações de ginástica, baterias, música e dança.
E hoje, extraordinariamente, eu tive uma EXCELENTE ideia para alegrar todos vocês meus amados leitores. E se eu passasse por aí perguntando as razões para se fazer uma faculdade? Para ajudar os indecisos e tudo o mais? Por um tempo, tudo deu certo. A grande maioria das pessoas - principalmente os professores - se mostraram bem receptivos em dar suas respostas, apesar de grande parte deles ficar um pouco tímido quando essa maluca enfiava um celular na cara deles para gravar a voz acima da música.
Eu deveria postar aqui os cursos que mais me convenceram, porém, eu não consegui terminar a minha hiperduperpesquisa, porque já era tempo de ir embora e eu nem tinha começado as biológicas e terminado as sociais. Conclusão, minha ideia foi-se pelo ralo. (Tchau ideia!)
Mas, resolvi aproveitar o que quase foi para contar a vocês um pouco dessa experiência e tudo o mais. E eu prometo, que se eu for na feira no ano que vem, eu vou começar mais cedo e vou terminar e trazer tudo para vocês!
Agora, para os vestibulandos que estão confusos, o trecho de uma música, já que minha pesquisa se mostrou infrutífera:
Enfim, a questão é que hoje eu estava na mesma situação que dois anos atrás, na feira de cursos da faculdade em que minha mãe leciona, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná. A feira se chama Planeta Puc, e é o máximo. Além das informações sobre os cursos, há diversas apresentações de ginástica, baterias, música e dança.
E hoje, extraordinariamente, eu tive uma EXCELENTE ideia para alegrar todos vocês meus amados leitores. E se eu passasse por aí perguntando as razões para se fazer uma faculdade? Para ajudar os indecisos e tudo o mais? Por um tempo, tudo deu certo. A grande maioria das pessoas - principalmente os professores - se mostraram bem receptivos em dar suas respostas, apesar de grande parte deles ficar um pouco tímido quando essa maluca enfiava um celular na cara deles para gravar a voz acima da música.
Eu deveria postar aqui os cursos que mais me convenceram, porém, eu não consegui terminar a minha hiperduperpesquisa, porque já era tempo de ir embora e eu nem tinha começado as biológicas e terminado as sociais. Conclusão, minha ideia foi-se pelo ralo. (Tchau ideia!)
Mas, resolvi aproveitar o que quase foi para contar a vocês um pouco dessa experiência e tudo o mais. E eu prometo, que se eu for na feira no ano que vem, eu vou começar mais cedo e vou terminar e trazer tudo para vocês!
Agora, para os vestibulandos que estão confusos, o trecho de uma música, já que minha pesquisa se mostrou infrutífera:
"Essa é a história
De uma universitária otária
Que não sabia se fazia
Oceanografia ou veterinária.
Arquitetura aquela altura era loucura
Mas em compensação comunicação era uma opção.
De uma universitária otária
Que não sabia se fazia
Oceanografia ou veterinária.
Arquitetura aquela altura era loucura
Mas em compensação comunicação era uma opção.
Ela se dava bem, ela se dava bem
Ela se dava em redação.
Ela se dava em redação.
Era boa em línguas mas não sabia beijar.
Aí um dia, um cara apreceu e disse:
-Eu sou o Abreu, muito prazer,
eu me lembro de você dos tempos do IBEU.
Aí ela disse:
-Ai, Abreu, eu não sei o que eu vou ser.
Eis a questão. Ser ou não ser.
O que será que serei. O que será que vou ser.
Aí lá pelas tantas, O Abreu já tonto respondeu:
-Você está meio confusa mas fica mais bonita assim sem blusa.
Eu não queria falar mas agora vou dizer,
Aí um dia, um cara apreceu e disse:
-Eu sou o Abreu, muito prazer,
eu me lembro de você dos tempos do IBEU.
Aí ela disse:
-Ai, Abreu, eu não sei o que eu vou ser.
Eis a questão. Ser ou não ser.
O que será que serei. O que será que vou ser.
Aí lá pelas tantas, O Abreu já tonto respondeu:
-Você está meio confusa mas fica mais bonita assim sem blusa.
Eu não queria falar mas agora vou dizer,
Todo mundo quer ir pro céu
mas ninguém quer morrer
mas ninguém quer morrer
E por sorte ou por azar
Eles não passaram no vestibular.
Moram juntos até hoje mas resolveram
Não casar pra não complicar."
Eles não passaram no vestibular.
Moram juntos até hoje mas resolveram
Não casar pra não complicar."
O Romance de uma Universitária Otária - Blitz (OBS.: Isso NÃO é uma indireta)
Por enquanto é isso pessoal, em breve mais contos. Beijo grande!
Por enquanto é isso pessoal, em breve mais contos. Beijo grande!
Skitter - A Maluca do Blog
23 de ago. de 2012
Pedalinho
-Você é muito lerdo. Quer fazer o favor de ajudar?
-Eu sou lerdo? Você que é a gora que está atrasando a gente. Aliás, porque é que você está na direção?
-Porque você não tem coordenação e nem inteligência para isso. É só mão de obra barata.
Ela disse, rindo. E lá estavam os dois, no pedalinho, no meio do lado, longe dos olhares maldosos e/ou julgadores, a não ser, é claro, por um ou dois patos, com inveja da envergadura do seu cisne gigante. O único lugar onde amigos podiam ser amigos sem serem incomodados.
-Mulher no volante... Não sei não...
-Pedala aí e fica quieto seu ogro machista.
Ele parou de pedalar e cruzou os braços.
-O que foi?
-Estou de greve.
Ditou, fingindo irritação.
-Você não pode fazer greve! Estamos no meio do lago! Preciso de você.
-Agora precisa da mão-de-obra barata?
-Pedala logo.
Ela disse, socando seu braço e rindo.
-Agressão! - Ele gritou, segurando seu pulso. Seu grito ecoou pelo lago, assustando alguns patos que nadavam tranquilos. Ela riu e corou, morrendo de vergonha, apesar de ninguém por perto poder ouvi-los. - Opressão! Violação dos direitos humanos! Exijo melhores condições de trabalho!
-Fica quieto!
Ela disse, empurrando-o. A portinha do barco se abriu, ele gritou, e quando ela viu, a água já o tinha engolido.
-Fred! Não pode nadar aqui! - Ela avisou, gargalhando com a coincidência. Por baixo d'água, ele contornou o barco para o lado dela. - Fred? - Chamou, quando viu que ele não vinha a tona - Não tem graça, Fred!
De repente, ele pulou para fora, tentando alcançá-la coma mão cheia de lodo do fundo do lago. Ela gritou, com nojo, pulando para a frente do banco em forma de cisne, agarrando-se ao pescoço do bicho de compensado.
-Cora! Desce daí! Eu estava brincando!
Ele disse, preocupado.
-Não! Você vai me molhar...
-Não vou Cora. Cuidado, você vai...
Tarde demais. O barco, não projetado para sustentar tanto peso em uma extremidade, virou, levando Cora para baixo com ele.
-Cora!
Fred gritou, lançando-se ao resgate. Do outro lado do barco, Cora emergiu, tossindo e cuspindo água barrenta. Fred surgiu ao lado dela.
-Ei, você está bem?
-Claro que não! - Ela disse irritada - Acho que eu bati a cabeça...
Gemeu.
-Vem, me ajuda a virar o barco e eu te levo para casa.
-Me leva para o hospital...
Pediu.
-Deixa de frescura.
Fred disse, empurrando o cisne até que ele voltasse à posição vertical. Ele ajudou Cora a subir e nadou até o outro lado para subir na direção.
-Achei que eu estava dirigindo...
Ela reclamou.
-Você não tinha batido a cabeça e queria ir para o hospital?
-Bati. Mas ainda sou mais coordenada que você. - Ele sorriu e ela sorriu com ele, de leve, com dor - Quer que eu pedale?
-Não precisa.
Sua voz tinha mudado completamente. Parecia mais... Macia. Eles ficaram em silêncio por um tempo.
-Está doendo?
-É claro que está!
Ela disse, furiosa dele tê-la feito virar o barco, bater a cabeça e ficar encharcada.
-Foi sem querer está bem? Eu não sabia que você ia ser idiota o bastante para virar o barco!
-Eu fui a idiota? Se você tivesse pedalado, NADA disso teria acontecido.
-E como eu ia saber que você ia me empurrar para fora?
-E como eu ia saber que a porta ia abrir?
Bravos, tentando culpar um ao outro por algo que claramente fora uma armação do destino, eles ficaram quietos. Enquanto os pensamentos de Cora corriam em círculos irritados e doloridos, os de Fred voavam realmente longe.
-Cora... A gente é amigo desde pequeno né?
Ela assentiu.
-Desde que você atirou aquela bola estúpida no meu rosto e quebrou meus óculos.
Ele riu.
-Você ficava horrível com eles.
Ela riu com ele.
-Tenho que concordar.
Eles ficaram quietos novamente. Com apenas Fred pedalando, eles mal saiam do lugar.
-Você... Você acha que essa pancada na cabeça pode te causar uma amnésia?
Ela riu.
-Não sei... Daonde tirou isso?
-É que... Eu não tenho certeza se quero que você esqueça isso.
Disse, inclinando-se para ela.
21 de ago. de 2012
O Pombo
-Será que a gente mexe nele?
-Não Ju, deixa ele lá. Está morto.
A Ju se remexeu no banco ao meu lado, inquieta. Nós estávamos esperando o ônibus que nos levava da escola para casa. E isso geralmente ocorria sem incidentes. Nós duas colocávamos os fones e só tirávamos para nos despedir, já que a minha casa era um ponto antes do dela. Porém naquele dia, justo quando eu tinha baixado a música mais legal de todo o universo para o meu celular e queria escutá-la até meus ouvidos sangrarem, ele precisava aparecer.
-Mas... Mas e se alguém passar em cima ele.
-É um pombo. Morto. No meio da rua. As pessoas não são cegas, Ju.
-Ah, vai Bia... Tadinho. Olha o coitadinho ali. Imagina se um dia te atropelassem e duas meninas ficassem te olhando ao invés de te tirarem da rua antes que esmagassem todo o seu corpitcho?
-Elas iam chamar a polícia. Se elas mexessem, seria interferir na investigação.
Ela revirou os olhos e cruzou os braços, ainda irritada, se recostando no banco do ponto. Alegremente coloquei meu fone, pronta para apertar o play. Mas minha intuição estava certa ao dizer que aquele assunto ainda não acabara.
Como que dotado que um imenso poder vampírico de audição, o cara fez. O cara realmente fez. E quando a Ju viu o que ele ia fazer, agarrou na minha mão com a unha e gemeu de um jeito bem indigno. Sim, o cara passou em cima do pombo. Bem no meio. Foi um barulho bem estranho. Eu imaginei algo meio série de zumbi, mas foi mais um ploc. E agora, no meio da rua, tinha um poça de sangue. Naquele dia, a Ju ficou mal. Tipo mal mesmo. Catatônica. Eu não sei o que deu nela, mas a morte do bichinho realmente mexeu com ela, justo naquele dia que ela estava super feliz mais cedo.
A adolescência as vezes é assim. Uma coisinha tira a gente do eixo...
Skitter - A Maluca do Blog (Só uma coisinha que eu achei que valia a pena comentar... Sei lá. Logo outra história de amor. Prometo).
-Não Ju, deixa ele lá. Está morto.
A Ju se remexeu no banco ao meu lado, inquieta. Nós estávamos esperando o ônibus que nos levava da escola para casa. E isso geralmente ocorria sem incidentes. Nós duas colocávamos os fones e só tirávamos para nos despedir, já que a minha casa era um ponto antes do dela. Porém naquele dia, justo quando eu tinha baixado a música mais legal de todo o universo para o meu celular e queria escutá-la até meus ouvidos sangrarem, ele precisava aparecer.
-Mas... Mas e se alguém passar em cima ele.
-É um pombo. Morto. No meio da rua. As pessoas não são cegas, Ju.
-Ah, vai Bia... Tadinho. Olha o coitadinho ali. Imagina se um dia te atropelassem e duas meninas ficassem te olhando ao invés de te tirarem da rua antes que esmagassem todo o seu corpitcho?
-Elas iam chamar a polícia. Se elas mexessem, seria interferir na investigação.
Ela revirou os olhos e cruzou os braços, ainda irritada, se recostando no banco do ponto. Alegremente coloquei meu fone, pronta para apertar o play. Mas minha intuição estava certa ao dizer que aquele assunto ainda não acabara.
Como que dotado que um imenso poder vampírico de audição, o cara fez. O cara realmente fez. E quando a Ju viu o que ele ia fazer, agarrou na minha mão com a unha e gemeu de um jeito bem indigno. Sim, o cara passou em cima do pombo. Bem no meio. Foi um barulho bem estranho. Eu imaginei algo meio série de zumbi, mas foi mais um ploc. E agora, no meio da rua, tinha um poça de sangue. Naquele dia, a Ju ficou mal. Tipo mal mesmo. Catatônica. Eu não sei o que deu nela, mas a morte do bichinho realmente mexeu com ela, justo naquele dia que ela estava super feliz mais cedo.
A adolescência as vezes é assim. Uma coisinha tira a gente do eixo...
Skitter - A Maluca do Blog (Só uma coisinha que eu achei que valia a pena comentar... Sei lá. Logo outra história de amor. Prometo).
14 de ago. de 2012
O fiozinho
Eu preciso... Eu preciso... Me controlar. É isso que eu preciso. Ah, mas ele está com a namorada, não vai nem notar... Vou puxar bem rapidinho. Um, dois três... Ai, não fui! Minhas mãos começam a tremer de agonia, mas ainda assim não consigo me aproximar.
-Bia, será que dá para se aquietar? A gente já vai chegar.
E lá estávamos nós, na fila do ingresso para a Bienal. Eu até avisei para a Ju que ela tinha que comprar On-Line, mas ela não escutou, e me arrastou para aquela tortura de fila. Eu puxei ela de lado e sussurrei:
-Oh Ju, não é isso. O cara está com um fiozinho solto na camisa.
Ela deu de ombros.
-E aí?
-E aí? E aí que eu preciso tirar!
-Tirar? É só o que me faltava Fabiana! O moço tá acompanhado! E se ela acha que você está tentando ver a cueca dele?
-Não quero ver cueca nenhuma, Juliana! - Deixei claro - Eu só quero tirar o fiozinho. Se você pensar bem, vou estar fazendo um favor para ele...
-Deixa o fiozinho lá, Bia. Se você arrumar confusão, a gente vai acabar voltando para o fim da fila e eu nunca mais saio com você, viu?!
Revirei os olhos. Quanto drama... Só porque eu tinha compulsão de puxar fiozinho. E daí? Ficamos sem nos falar por um minuto e eu REALMENTE tentei não ficar olhando. Mas o tempo todo meu olhar parecia ser atraído para ele. Quando o vento batia nele, fazendo-o balançar, eu quase podia ouvi-lo dizer: "Me puxe... Me puxe... Duvido que você tenha coragem...". Puxei a Ju pela gola da camiseta, meio desesperada.
-Ju, eu preciso puxar.
-De novo com essa história, Bia?
-Você não está entendendo. Eu preciso. É uma necessidade.
-Se você não puxar? Vai acontecer algum tipo de apocalipse zumbi?
-Mas e se a mãe dele tiver dado essa camisa para ele?
-E daí?
-Daí que se esse fio enroscar em algum lugar, vai descosturar a camisa todinha! E a mãezinha dele, tadinha, vai ficar chateadíssima! Não seria bem melhor se eu desse um puxão bem rápido e acabasse logo com isso?
Ju me lançou um olhar irritado.
-Se você puxar isso aí, eu vou morder você.
Com medo dos dentes da minha melhor amiga me contive, sem nunca tirar os olhos do meu mais recente arquiinimigo, ainda balançando ali, como uma stripper de boate de fios soltos, para fios de lã solitários encontrarem o que fazer. Finalmente foi a vez do tal casal e na nossa vez eles já tinham sumido. Suspirei, aliviada que não tivesse mais aquela coisa me cutucando a mente.
Ali perto um grupo de meninos acenou para a Ju. Eram os amigos do irmão dela, que tinham pedido para que comprássemos os ingressos. A Ju entregou os ingressos para eles e me apresentou. Teve um garoto bonitinho que me deu a maior secada. Em oito, rumamos à entrada da feira. Porém, algo me surpreendeu. Na barra da camisa xadrez do garoto bonito, um fiozinho solto provocou a minha sanidade.
Skitter - A Maluca do Blog (True Story...)
-Bia, será que dá para se aquietar? A gente já vai chegar.
E lá estávamos nós, na fila do ingresso para a Bienal. Eu até avisei para a Ju que ela tinha que comprar On-Line, mas ela não escutou, e me arrastou para aquela tortura de fila. Eu puxei ela de lado e sussurrei:
-Oh Ju, não é isso. O cara está com um fiozinho solto na camisa.
Ela deu de ombros.
-E aí?
-E aí? E aí que eu preciso tirar!
-Tirar? É só o que me faltava Fabiana! O moço tá acompanhado! E se ela acha que você está tentando ver a cueca dele?
-Não quero ver cueca nenhuma, Juliana! - Deixei claro - Eu só quero tirar o fiozinho. Se você pensar bem, vou estar fazendo um favor para ele...
-Deixa o fiozinho lá, Bia. Se você arrumar confusão, a gente vai acabar voltando para o fim da fila e eu nunca mais saio com você, viu?!
Revirei os olhos. Quanto drama... Só porque eu tinha compulsão de puxar fiozinho. E daí? Ficamos sem nos falar por um minuto e eu REALMENTE tentei não ficar olhando. Mas o tempo todo meu olhar parecia ser atraído para ele. Quando o vento batia nele, fazendo-o balançar, eu quase podia ouvi-lo dizer: "Me puxe... Me puxe... Duvido que você tenha coragem...". Puxei a Ju pela gola da camiseta, meio desesperada.
-Ju, eu preciso puxar.
-De novo com essa história, Bia?
-Você não está entendendo. Eu preciso. É uma necessidade.
-Se você não puxar? Vai acontecer algum tipo de apocalipse zumbi?
-Mas e se a mãe dele tiver dado essa camisa para ele?
-E daí?
-Daí que se esse fio enroscar em algum lugar, vai descosturar a camisa todinha! E a mãezinha dele, tadinha, vai ficar chateadíssima! Não seria bem melhor se eu desse um puxão bem rápido e acabasse logo com isso?
Ju me lançou um olhar irritado.
-Se você puxar isso aí, eu vou morder você.
Com medo dos dentes da minha melhor amiga me contive, sem nunca tirar os olhos do meu mais recente arquiinimigo, ainda balançando ali, como uma stripper de boate de fios soltos, para fios de lã solitários encontrarem o que fazer. Finalmente foi a vez do tal casal e na nossa vez eles já tinham sumido. Suspirei, aliviada que não tivesse mais aquela coisa me cutucando a mente.
Ali perto um grupo de meninos acenou para a Ju. Eram os amigos do irmão dela, que tinham pedido para que comprássemos os ingressos. A Ju entregou os ingressos para eles e me apresentou. Teve um garoto bonitinho que me deu a maior secada. Em oito, rumamos à entrada da feira. Porém, algo me surpreendeu. Na barra da camisa xadrez do garoto bonito, um fiozinho solto provocou a minha sanidade.
Skitter - A Maluca do Blog (True Story...)
10 de ago. de 2012
Dicas da Mamãe Skitter para Futuros Escritores - Seção Número 03
Seção 3 - Subseção I - Títulos
Eu admito, eu julgo sim livros pela capa, mas principalmente pelo título. Você pode escrever o melhor livro do mundo, esculachar Shakespeare e Tolstoi, mas se você tiver um título ruim, eu duvido que seu livro consiga uma segunda edição. Então, para que não haja desvalorização, então aqui vão algumas dicas/sugestões/regras sobre como fazer títulos bons, mesmo que a sua história não seja tão boa.
1 - Um livro é composto de várias partes. Sinopse, o opcional Prólogo ou Prefácio, Introdução, Conflito, Clímax, Desfecho, entre outras coisas que aprendemos na aula de Língua Portuguesa ou português, ou como eu chamo LP. Mas na hora que comprar um livro, ou ler um livro na internet, o primeiro recurso que o seu leitor vai ter acesso, é ao título invariavelmente ou você lê a sinopse antes do título?Faltou criatividade? Deixa a história rolar... Você não precisa postar ou imprimir ela imediatamente não é? Quando você tiver tudo pronto na cabeça, ou no computador, você volta para o começo e pensa em um título.
Eu tenho o péssimo costume de colocar nomes provisórios e acabar deixando aqueles mesmo. Se você estiver com problemas, mesmo com a história pronta faça o seguinte:
Passo I: Segure sua cabeça bem forte com as duas mãos, uma de cada lado, e olhe fixamente para a janela aberta do seu livro ou para o seu caderno se você como eu, escreve à moda antiga.
Passo II: Pergunte a si mesmo: -Porque eu escrevi essa droga? Do que isso fala? Logo o título virá. Lembre-se, títulos podem ser qualquer coisa relacionada à história: O nome do seu personagem principal, o lugar que ele descobre, o nome de família dele, o nome do gato da tia avó da amiga de um colega de um primo de segundo grau de um filho adotado da sobrinha perdida dele (contando que ele seja mencionado no livro. Afinal ninguém entenderá um livro chamado Gota de Sangue, falando sobre os hábitos de reprodução das borboletas), a dança que ele gosta de fazer, o nome da espada dele *brisingr!!!* Depende muito do que sua história fala.
2 - Ok, vamos ver, que livro você leria? "O Tango" ou "A incrível e inimaginável aventura policial de um advogado que gostava de dançar tango nas horas vagas?". Eu acho que você preferiria "O Tango", mas tudo bem se você quiser repetir "A incrível e inimaginável aventura policial de um advogado que gostava de dançar tango nas horas vagas" toda vez que alguém te perguntar sobre um livro interessante.Então a primeira dica: Não exagere! Seu título não precisa ser grande e contar toda a sua história. Nomes únicos já venderam milhões! Se o seu título não for expressivo o bastante existe uma ferramenta que os escritores vêem explorando há algum tempo que é muito útil. O Subtítulo. Aquela pequena frase que vai embaixo do seu título, pode dar um novo sentido ao seu título.
3-Uma das muitas coisas que eu aprendi com um blog que eu admiro muuuuuuuuito que é o CDB (Caindo De Boca - Nos livros óbvio, porque somos divas afinal de contas), é que se o seu título não está bom em português ele dificilmente ele vai ficar bom em inglês ou outras línguas. Se a sua história se passa no Pará, você não vai colocar o título "My heart have just exploded into raibows!"; Vai ficar incoerente, certo?
Seção 3 - Subseção II - Sinopses
1 - Peloamordedeusquemoranocéuequeamaatodosnós! Se há uma sinopse mais clichê do que a que eu vou mostrar eu não sei.
"Ela... Dona de grandes fazendas de gado
Ele... Um mero empregado
Ela..."
Argh! Eu não aguento nem terminar de escrever isso! Comparar dois mundos diferentes está mais batido do que... batida de carro, sei lá. Estou sem criatividade...
2- Não importa se você não é bom em sinopses. Colocar que não é bom em sinopses não vai fazer o leitor ler por dó de você. Ele vai passar adiante, afinal, se você não consegue resumir a sua própria história, como vai criar uma boa trama? Ah, outra coisa, NOME DE PERSONAGEM NÃO É SINOPSE! Pense bem, se ninguém sabe sobre o que fala a sua história, porque em nome de tudo o que é mais sagrado, eles iriam querer saber o nome dos seus personagens. Não é como se eles fossem se apaixonar por um nome e ler só para descobrir quem é. As coisas não funcionam assim, Sweetie.
Em breve mais postagens! (Para mais dicas, clique no marcador Dicas da Mamãe Skitter na guia Marcadores à direita)
Eu admito, eu julgo sim livros pela capa, mas principalmente pelo título. Você pode escrever o melhor livro do mundo, esculachar Shakespeare e Tolstoi, mas se você tiver um título ruim, eu duvido que seu livro consiga uma segunda edição. Então, para que não haja desvalorização, então aqui vão algumas dicas/sugestões/regras sobre como fazer títulos bons, mesmo que a sua história não seja tão boa.
1 - Um livro é composto de várias partes. Sinopse, o opcional Prólogo ou Prefácio, Introdução, Conflito, Clímax, Desfecho, entre outras coisas que aprendemos na aula de Língua Portuguesa ou português, ou como eu chamo LP. Mas na hora que comprar um livro, ou ler um livro na internet, o primeiro recurso que o seu leitor vai ter acesso, é ao título invariavelmente ou você lê a sinopse antes do título?Faltou criatividade? Deixa a história rolar... Você não precisa postar ou imprimir ela imediatamente não é? Quando você tiver tudo pronto na cabeça, ou no computador, você volta para o começo e pensa em um título.
Passo I: Segure sua cabeça bem forte com as duas mãos, uma de cada lado, e olhe fixamente para a janela aberta do seu livro ou para o seu caderno se você como eu, escreve à moda antiga.
3-Uma das muitas coisas que eu aprendi com um blog que eu admiro muuuuuuuuito que é o CDB (Caindo De Boca - Nos livros óbvio, porque somos divas afinal de contas), é que se o seu título não está bom em português ele dificilmente ele vai ficar bom em inglês ou outras línguas. Se a sua história se passa no Pará, você não vai colocar o título "My heart have just exploded into raibows!"; Vai ficar incoerente, certo?
Seção 3 - Subseção II - Sinopses
1 - Peloamordedeusquemoranocéuequeamaatodosnós! Se há uma sinopse mais clichê do que a que eu vou mostrar eu não sei.
"Ela... Dona de grandes fazendas de gado
Ele... Um mero empregado
Ela..."
Argh! Eu não aguento nem terminar de escrever isso! Comparar dois mundos diferentes está mais batido do que... batida de carro, sei lá. Estou sem criatividade...
Skitter - A Maluca do blog
2 de jun. de 2012
Antologia 2012 - Ano do fim
Se você mora na região Sul, você provavelmente conhece as livrarias Curitiba (Ou Catarinense). E se você conhece essa cadeia de livrarias, que lidera o ramo de venda de livros na nossa região, provavelmente conhece a revista Ler & Companhia, distribuída gratuitamente. E se você já leu essa revista, provavelmente já viu o concurso de contos que é realizado, e já está em sua quarta edição. Agora, se você é um escritor menor de idade e/ou já teve curiosidade de ler o regulamento para participar, você sabe que esse concurso é apenas para maiores de 18 anos. O que na minha opinião é uma p*** falta de sacanagem.
Depois de muito choramingar e chorar, pensando como eu sou uma escritora fracassada, eu decidi levantar a cabeça, grudar meu bumbum na maldita cadeira e encontrar um concurso que aceitasse a minha genialidade, tendo a idade que tivesse. E foi aí que eu encontrei o concurso 2012- Ano do Fim, em que a editora e estúdio Tecnofantasy escolheram dos 105 inscritoras, 8 contos para participar da antologia de mesmo nome do concurso. E adivinha que nome de maluca estava lá? O MEU! . Agora, a sua maluca favorita poderá ir para você em qualquer lugar. EM FORMA DE LIVRO!
Isso prova que você pode conseguir tudo o que sonha, é só tentar.Uou, isso foi clichê.
Fiquem com os beijos da mais nova autora publicada. Logo posto mais informações sobre o livro!
Bellatriz Fernandes - Dona dos Pesudônimos
Depois de muito choramingar e chorar, pensando como eu sou uma escritora fracassada, eu decidi levantar a cabeça, grudar meu bumbum na maldita cadeira e encontrar um concurso que aceitasse a minha genialidade, tendo a idade que tivesse. E foi aí que eu encontrei o concurso 2012- Ano do Fim, em que a editora e estúdio Tecnofantasy escolheram dos 105 inscritoras, 8 contos para participar da antologia de mesmo nome do concurso. E adivinha que nome de maluca estava lá? O MEU! . Agora, a sua maluca favorita poderá ir para você em qualquer lugar. EM FORMA DE LIVRO!
Isso prova que você pode conseguir tudo o que sonha, é só tentar.
Fiquem com os beijos da mais nova autora publicada. Logo posto mais informações sobre o livro!
Bellatriz Fernandes - Dona dos Pesudônimos
23 de mai. de 2012
Meme: Conheça o Blogueiro
1 - Quando surgiu a ideia de criar seu blog?
Na verdade não foi algo espontâneo tipo "Uau, vou fazer um blog para os meus textos!". Não foi nada disso. Mas desde pequena eu coloquei na minha cabeça que eu queria ter um blog. As primeiras tentativas não deram nada certo (vou comentar em outra pergunta), e eu abandonei o blogger por alguns anos. Porém, eu comecei a escrever meu primeiro livro e em algum momento eu decidi que seria escritora. Simplesmente acordei pensando nisso. E aí eu lembrei da minha conta do Blogger inutilizada e criei o blog mais simples do mundo, postei o post mais esdrúxulo esperando que o mundo inteiro lesse e fiquei decepcionada com minhas duas visualizações no dia seguinte.2 - Origem do nome do blog:
Bem, na verdade isso é um pouco óbvio. Eu acho que esse sempre foi o meu título, desde o início. Minha mãe insiste para que eu mude o nome do blog para Sou Escritora. Mas fala sério... Vocês gostam assim, não é?
3 - Você teve/tem outros blogs além deste?
Sinceramente a minha história com blogs é longa e o Serei Escritora, com sua média de 10 visualizações diárias é o ponto alto dela. O primeiro de todos os blogs se chamava Carne é Crime, e eu criei com a minha melhor amiga quando estava tentando ser vegetariana. O problema de criar um blog quando se tem 7 anos, é que você não lembra a sua URL e nem a sua senha. Até hoje eu não sei o que foi feito do Carne é Crime. Mas enfim... Depois teve o Eu So Loka, um ancestral paleolítico do Serei Escritora. Era, inicialmente, para dar vazão à toda a loucura que eu guardava dentro de mim (e todo o internetês que eu tinha acabado de aprender, com meus 8 anos de idade). Novamente, a senha se perdeu. Mas o Eu So Loka permaneceu até eu deletá-lo algum tempo atrás. Depois, veio o conhecido Serei Escritora, que todos ai amam #yaaaaay (ou não). Junto com ele, criei o Fanfics da Bella, que existe até hoje por razões sentimentais, mas que está inutilizado. Se quiserem ler minhas fanfics, procurem pela Bellah102 no Nyah!Fanfiction. Enfim, depois eu criei o Abra A Kadabra, onde eu me transformaria de uma maluca para uma aprendiz de feiticeira chamada Kadabra. Mas depois de dois posts, percebi que não levei jeito para a coisa e o exclui. Atualmente, dedico toda a minha atenção limitada ao Serei Escritora.
4 - Já pensou em desistir alguma vez do seu blog?
Meu querido, estou sempre pensando nisso. Quando me dá uma temporada de seca, e eu preciso de um comentário amigo para me ajudar a continuar e não vem nenhum. Checo, checo, checo, checo e nada. Minha conclusão é que ninguém lê. Porém, como eu sei que a internet é um importante meio de comunicação eu continuo, porque eu amo esse blog e todos os meu leitores -apesar de eles serem comentadores avaros.
5 - Mande uma mensagem para seus seguidores:
Ei, você ai! É você mesmo. Eu amo você. Amo mesmo. Acha que se eu não amasse, eu diria? Eu amo vocês todos. Muito obrigada aos seguidores, aos leitores fantasmas, aos pedófilos que querem meu corpo nu, obrigado a todos, porque cada risquinho nas estatísticas conta para mim. Saber que as pessoas estão lendo o que eu escrevo, isso é extremamente gratificante. Eu não tenho um super design e nem editoras que me patrocinam só porque eu resenho seus livros. Tudo o que eu tenho a oferecer são os meus textos simples e curtos, mas que escrevo com todo o amor do meu coração especialmente para vocês. E mesmo que eu reclame dos comentários, no fim do dia não importa. Porque eu cumpri a minha missão de deixar a minha marca, por mais pequena que seja a audiência.
Sobre a blogueira: Meu nome verdadeiro é Isabella Beatriz, mais conhecida como Bellatriz (E para a tristeza do fãs da Razz, ela não existe OK?).
1 - Uma música: Uma só? Poderia citar centenas delas. Mas uma só? Vejamos... Fireflies, do Own City.
http://letras.terra.com.br/owl-city/1511274/traducao.html
2 - Um livro: Putz..., para livro eu sou ainda pior do que para música. Mas acho que o número um de toda a minha estante é A Hospedeira da Stephenie Meyer.
3 - Um filme: Nemo. Eternamente.
4 - Um hobby: Ler, é claro. Nenhum escritor é realmente bom sem ler, a menos que tenha um dom singular tipo MUITO singular. E eu adoro. Eu sei que dizer que viaja é clichê, mas é exatamente assim que eu me sinto. Além disso, cantar e tocar. Toco violão e teclado, um pouco de piano. Tentei aprender gaita pela internet, mas não fui muito persistente.
5 - Um medo: Escuro. Parece infantil não é? Mas tem algo no escuro que me deixa inquieta... Pode ser coisa de escritora, mas eu sempre acho que tem algo no escuro.
4 - Já pensou em desistir alguma vez do seu blog?
Meu querido, estou sempre pensando nisso. Quando me dá uma temporada de seca, e eu preciso de um comentário amigo para me ajudar a continuar e não vem nenhum. Checo, checo, checo, checo e nada. Minha conclusão é que ninguém lê. Porém, como eu sei que a internet é um importante meio de comunicação eu continuo, porque eu amo esse blog e todos os meu leitores -apesar de eles serem comentadores avaros.
5 - Mande uma mensagem para seus seguidores:
Ei, você ai! É você mesmo. Eu amo você. Amo mesmo. Acha que se eu não amasse, eu diria? Eu amo vocês todos. Muito obrigada aos seguidores, aos leitores fantasmas, aos pedófilos que querem meu corpo nu, obrigado a todos, porque cada risquinho nas estatísticas conta para mim. Saber que as pessoas estão lendo o que eu escrevo, isso é extremamente gratificante. Eu não tenho um super design e nem editoras que me patrocinam só porque eu resenho seus livros. Tudo o que eu tenho a oferecer são os meus textos simples e curtos, mas que escrevo com todo o amor do meu coração especialmente para vocês. E mesmo que eu reclame dos comentários, no fim do dia não importa. Porque eu cumpri a minha missão de deixar a minha marca, por mais pequena que seja a audiência.
Sobre a blogueira: Meu nome verdadeiro é Isabella Beatriz, mais conhecida como Bellatriz (E para a tristeza do fãs da Razz, ela não existe OK?).
1 - Uma música: Uma só? Poderia citar centenas delas. Mas uma só? Vejamos... Fireflies, do Own City.
http://letras.terra.com.br/owl-city/1511274/traducao.html
2 - Um livro: Putz..., para livro eu sou ainda pior do que para música. Mas acho que o número um de toda a minha estante é A Hospedeira da Stephenie Meyer.
3 - Um filme: Nemo. Eternamente.
4 - Um hobby: Ler, é claro. Nenhum escritor é realmente bom sem ler, a menos que tenha um dom singular tipo MUITO singular. E eu adoro. Eu sei que dizer que viaja é clichê, mas é exatamente assim que eu me sinto. Além disso, cantar e tocar. Toco violão e teclado, um pouco de piano. Tentei aprender gaita pela internet, mas não fui muito persistente.
5 - Um medo: Escuro. Parece infantil não é? Mas tem algo no escuro que me deixa inquieta... Pode ser coisa de escritora, mas eu sempre acho que tem algo no escuro.
6 - Uma mania: Cantar no banho. Conduzo meus vizinhos e parentes à loucura, mas nunca paro. Hora do banho é hora de show.
7 - Um sonho: Ter minhas própria editora especializada em escritores com menos de 21 anos e ser seletora de originais. Ser paga para ler?! Uh-la-la!
8 - Não consigo viver sem: Minha mãe, minha York Sunny, meu ursinho, Sr. Perro, que dorme comigo, livros e cadernos.
9 - Tem coleção de alguma coisa? Coleciono, além de informação inútil no meu cérebro, filhotes de cerâmica, ou de plástico. Sabe aqueles cães que seguram plaquinhas de bem-vindo? Ou que vêem junto com as barbies ou pollies? Tenho mais de 150 desses (o que me rendeu uma medalha quando eu era escoteira). Além disso, coleciono as revistinhas da Turma da Mônica Jovem, não perco uma edição (Falando nisso, alguém tem a edição colorida da Turma do Cebola Jovem? Eu preciso!).
10 - Gostaria de fazer alguma pergunta para os próximos participantes? (No caso do leitor, responda no comentário):
Qual a cor da sua escova de dentes? (Tenho uma fixação com isso)
11- Do que você mais gosta no seu blog? De ser eu mesma. De poder postar o que eu sinto, seja indignação ou felicidade, crítica ou sugestão. De poder dar um pedacinho de mim à quem estiver disposto a aceitar.
7 - Um sonho: Ter minhas própria editora especializada em escritores com menos de 21 anos e ser seletora de originais. Ser paga para ler?! Uh-la-la!
8 - Não consigo viver sem: Minha mãe, minha York Sunny, meu ursinho, Sr. Perro, que dorme comigo, livros e cadernos.
9 - Tem coleção de alguma coisa? Coleciono, além de informação inútil no meu cérebro, filhotes de cerâmica, ou de plástico. Sabe aqueles cães que seguram plaquinhas de bem-vindo? Ou que vêem junto com as barbies ou pollies? Tenho mais de 150 desses (o que me rendeu uma medalha quando eu era escoteira). Além disso, coleciono as revistinhas da Turma da Mônica Jovem, não perco uma edição (Falando nisso, alguém tem a edição colorida da Turma do Cebola Jovem? Eu preciso!).
10 - Gostaria de fazer alguma pergunta para os próximos participantes? (No caso do leitor, responda no comentário):
Qual a cor da sua escova de dentes? (Tenho uma fixação com isso)
11- Do que você mais gosta no seu blog? De ser eu mesma. De poder postar o que eu sinto, seja indignação ou felicidade, crítica ou sugestão. De poder dar um pedacinho de mim à quem estiver disposto a aceitar.
12- Se você fosse um personagem de um livro, qual seria e por quê? (Pergunta da Ju, do Diário de Uma Leitora Compulsiva / Link lá em cima)
Eu acho que eu seria a Renesmee de Crepúsculo. Porque ela é muito sortuda. A família dela é foda, ela tem um namorado lobisomem e não precisa ir a escola. Há, detalhe, ela BRILHA na luz do sol. Tem alguma coisa mais irada que isso?
Então foi isso galera, espero que tenham gostado de me conhecer um pouquinho. Assim como a Ju, deixo o meme aberto para quem quiser fazer! Divirtam-se e se fizerem, deixem o link nos comentários para eu conhecer mais vocês. Beijão!
Bella - Dona dos Pseudônimos
16 de mai. de 2012
#VamosTerGarra
Estou aqui para expressar a minha indignação. Sobre o que? Bem, só digamos que não sou a primeira e muito menos a unica, mas eu simplesmente não pude ficar calar. Perdão se eu ultrapassar o limite, mas essa é minha sincera opinião. O que nós somos? Como brasileiros e pessoas, seres humanos, para o olhar do mundo?
Somos negros e índios, com traseiros de escalas quilométricas, com macacos e papagaios empoleirados nos ombros, que sambam a toda a hora e jogam futebol com tudo o que encontram jogado na rua. Ponto. Sim. É o que pensam de nós. Bunda. Samba. Macacos. Diferença Étnica. E futebol.
Bem, quanto aos traseiros femininos brasileiros, não há muito o que se fazer. Acho que os homens precisam da fantasia de algum país tropical onde mulheres andam de biquínis minusculos para todo o lado, exibindo tudo o que tem. Quanto ao samba, eu também entendo. Nosso ritmo é marcante, gostoso, contagiante. Não me admira que os estrangeiros gostem tanto. Tenho orgulho - pelo menos dessa parcela - da música brasileira. Quanto aos macacos e à diferença étnica, não sei muito bem o que pensar. Provavelmente é algo que eles captaram ao passar os olhos sobre uma página da Wikipedia antes de plagiá-la (Afinal, que estudante já não fez isso?).
Finalmente chegamos aonde eu queria chegar desde a primeira linha. O futebol. É aí, que meia duzia de pé-de-alface (Como diz a vlogueira Bárbara Miyaji), começam a reclamar enquanto leem o texto, sentados atrás de uma luminosa tela de computador, comendo um imenso pedaço de bolo colorido. "Mas eu não gosto de futebol". Não importa. Isso ainda é para você. Eu sempre gostei de futebol, mas nunca tive vontade, nem interesse de entender o jogo completamente, principalmente porque eu odeio cada um dos 20 e poucos homens em campo por ganharem tanto para malhar e jogar um jogo que homens jogam de graça nas canchas publicas, enquanto pessoas morrem em hospitais caindo aos pedaços, esquecidos, não por Deus, mas pelo governo. Enfim, gosto, mas não gosto.
Esses dias, tivemos um jogo importante aqui no Paraná, com nossos times principais, disputando alguma coisa, que até hoje não descobri o que era. Desde pequena, fui levada aos jogos de futebol pelo meu pai (que não aceita assistir jogo sem seu fiel radinho a pilha, hábito que ele adquiriu com meu avô, que usa um trambolho singelas 15 vezes maior), e doutrinada a torcer. Fui ensinada sobre o que deveria cantar - e sobre só cantar aquilo no estádio. É divertido. É empolgado. É se sentir vivo. Resumindo, ir torcer no estádio é o máximo. Porém ver o jogo pela televisão, com a desculpa dos aficcionados, é uma droga. Eu me entedio tão rápido quanto na aula de biologia. Nesse jogo, apenas passei os olhos pelo placar enquanto batiam os pênaltis finais, que é possívelmente a parte do jogo que eu menos entendo - E com o nome mais engraçado.
Enfim, na escola, no dia seguinte, fiquei espantada ao descobrir que a maioria dos meus colegas, às vesperas de uma dificílima prova de física, não penas haviam assistido o jogo, como chorado e se emocionado com o resultado. Fiquei espantada com a força que esse esporte tem sobre nós. E foi na hora que me voltou a cabeça, a revolta sem sentido que eu tinha sentido ao ver a nova propaganda do Itau, que lança a proposta #VamosJogarBola. Ali, eu entendi porque tinha ficado tão brava.
VAMOS JOGAR BOLA! Diz o anúncio. Vamos fingir que estamos doentes, matar o trabalho e ir jogar bola! Afinal, esse é o jeitinho brasileiro, certo? Somos preguiçosos e só o que fazemos da vida é jogar futebol e comer arroz e feijão não é? Não! Além de eu também comer hamburguer de vez em quando, somos mais do que isso. Ser brasileiro é muito mais do que isso, muito mais do que o Itau, um banco supostamente feito para você, brasileiro, pensa de nós. E mesmo que eles patrocinem e aleguem que a "festa do futebol" será na nossa casa, jogar bola não vai resolver nossos problemas sociais, o atraso das obras para a copa e nem a fome do nosso povo, de um dia para o outro. É preciso esforço. Força de vontade. Trabalho. Educação. Porque afinal, não é preciso ser brasileiro para jogar bola.
O que realmente nos diferencia de tudo e de todos por ai, é a nossa garra. De torcer, de procurar resultados, se emocionar com replays. É por isso que há tantos torcedores. Porque direcionam sua garra para as telas. É por isso que formamos atletas lendários. Porque eles direcionam a sua garra para vencer e deixar o país orgulhoso. E é disso o que precisamos para mudar nosso país. Direcionar, mesmo que seja um pouquinho dessa força para o problema real. Aí sim, poderemos jogar bola. É por isso, que lanço aqui nesta postagem, uma contra proposta contra a do Itaú.
A curto prazo, #VamosTerGarra Brasil! Vamos trabalhar! E depois, a longo prazo, #VamosJogarBola para relaxar, afinal ninguém é de ferro. Mas então, não haverá nada no nosso caminho. E poderemos jogar até cansar.
E então brasileiros? #Vamos ter Garra?
Somos negros e índios, com traseiros de escalas quilométricas, com macacos e papagaios empoleirados nos ombros, que sambam a toda a hora e jogam futebol com tudo o que encontram jogado na rua. Ponto. Sim. É o que pensam de nós. Bunda. Samba. Macacos. Diferença Étnica. E futebol.
Bem, quanto aos traseiros femininos brasileiros, não há muito o que se fazer. Acho que os homens precisam da fantasia de algum país tropical onde mulheres andam de biquínis minusculos para todo o lado, exibindo tudo o que tem. Quanto ao samba, eu também entendo. Nosso ritmo é marcante, gostoso, contagiante. Não me admira que os estrangeiros gostem tanto. Tenho orgulho - pelo menos dessa parcela - da música brasileira. Quanto aos macacos e à diferença étnica, não sei muito bem o que pensar. Provavelmente é algo que eles captaram ao passar os olhos sobre uma página da Wikipedia antes de plagiá-la (Afinal, que estudante já não fez isso?).
Finalmente chegamos aonde eu queria chegar desde a primeira linha. O futebol. É aí, que meia duzia de pé-de-alface (Como diz a vlogueira Bárbara Miyaji), começam a reclamar enquanto leem o texto, sentados atrás de uma luminosa tela de computador, comendo um imenso pedaço de bolo colorido. "Mas eu não gosto de futebol". Não importa. Isso ainda é para você. Eu sempre gostei de futebol, mas nunca tive vontade, nem interesse de entender o jogo completamente, principalmente porque eu odeio cada um dos 20 e poucos homens em campo por ganharem tanto para malhar e jogar um jogo que homens jogam de graça nas canchas publicas, enquanto pessoas morrem em hospitais caindo aos pedaços, esquecidos, não por Deus, mas pelo governo. Enfim, gosto, mas não gosto.
Esses dias, tivemos um jogo importante aqui no Paraná, com nossos times principais, disputando alguma coisa, que até hoje não descobri o que era. Desde pequena, fui levada aos jogos de futebol pelo meu pai (que não aceita assistir jogo sem seu fiel radinho a pilha, hábito que ele adquiriu com meu avô, que usa um trambolho singelas 15 vezes maior), e doutrinada a torcer. Fui ensinada sobre o que deveria cantar - e sobre só cantar aquilo no estádio. É divertido. É empolgado. É se sentir vivo. Resumindo, ir torcer no estádio é o máximo. Porém ver o jogo pela televisão, com a desculpa dos aficcionados, é uma droga. Eu me entedio tão rápido quanto na aula de biologia. Nesse jogo, apenas passei os olhos pelo placar enquanto batiam os pênaltis finais, que é possívelmente a parte do jogo que eu menos entendo - E com o nome mais engraçado.
Enfim, na escola, no dia seguinte, fiquei espantada ao descobrir que a maioria dos meus colegas, às vesperas de uma dificílima prova de física, não penas haviam assistido o jogo, como chorado e se emocionado com o resultado. Fiquei espantada com a força que esse esporte tem sobre nós. E foi na hora que me voltou a cabeça, a revolta sem sentido que eu tinha sentido ao ver a nova propaganda do Itau, que lança a proposta #VamosJogarBola. Ali, eu entendi porque tinha ficado tão brava.
VAMOS JOGAR BOLA! Diz o anúncio. Vamos fingir que estamos doentes, matar o trabalho e ir jogar bola! Afinal, esse é o jeitinho brasileiro, certo? Somos preguiçosos e só o que fazemos da vida é jogar futebol e comer arroz e feijão não é? Não! Além de eu também comer hamburguer de vez em quando, somos mais do que isso. Ser brasileiro é muito mais do que isso, muito mais do que o Itau, um banco supostamente feito para você, brasileiro, pensa de nós. E mesmo que eles patrocinem e aleguem que a "festa do futebol" será na nossa casa, jogar bola não vai resolver nossos problemas sociais, o atraso das obras para a copa e nem a fome do nosso povo, de um dia para o outro. É preciso esforço. Força de vontade. Trabalho. Educação. Porque afinal, não é preciso ser brasileiro para jogar bola.
O que realmente nos diferencia de tudo e de todos por ai, é a nossa garra. De torcer, de procurar resultados, se emocionar com replays. É por isso que há tantos torcedores. Porque direcionam sua garra para as telas. É por isso que formamos atletas lendários. Porque eles direcionam a sua garra para vencer e deixar o país orgulhoso. E é disso o que precisamos para mudar nosso país. Direcionar, mesmo que seja um pouquinho dessa força para o problema real. Aí sim, poderemos jogar bola. É por isso, que lanço aqui nesta postagem, uma contra proposta contra a do Itaú.
A curto prazo, #VamosTerGarra Brasil! Vamos trabalhar! E depois, a longo prazo, #VamosJogarBola para relaxar, afinal ninguém é de ferro. Mas então, não haverá nada no nosso caminho. E poderemos jogar até cansar.
E então brasileiros? #Vamos ter Garra?
13 de mai. de 2012
Ei gente, alguém quer ganhar esses 15 livros nacionais?
9 de mai. de 2012
Agora, se beijem!
Conhece esse meme? Provavelmente sim. Bem, ele foi a inspiração para o texto de hoje. Espero que gostem. Com certeza, todo mundo tem, já teve, ou vai ter um colega implicante como esse:
-Ai eu disse, não
acredito! E ela disse como assim? Ai eu disse, é isso ai! E ela ainda teve a
cara de pau de olhar na minha cara e dizer...
Fui interrompida
por uma pancada no ombro. A minha frente, William continuou correndo, agora de costas
para receber a bola de futebol americano que o amigo lançou para ele detrás de
nós.
-Seu grosso! Por
acaso é cego?
Perguntei
interrompendo minha história sobre a vadia da Barbra se achando melhor do que
eu só porque papai tem graninha. Cat não disse nada, só cruzou os braços e
calou-se. Minha amiga não gostava muito de confrontos. Eu também não, mas
quando se tratavam de William, eu fazia questão de travá-los com as melhores
armas que pudesse arranjar.
-Duas esquisitas
no meio do campo. Isso é totalmente contra as regras.
-Para a sua
informação, - Eu disse ameaçando espumar pela boca - Isso não é um campo de
futebol, é uma calçada pública.Que, caso a sua mente retrógrada e paleolítica
não saiba o que significa, quer dizer que pertence a todo mundo!
Ele deu de ombros
e mostrou a língua para mim e atirou a bola de volta ao amigo de trás,
recusando-se a ir embora. Revirei os olhos. Muita maturidade. Virei-me para
Cat, decidindo ignorá-lo completamente. Era o que minha mãe sempre me disse
para fazer em situações assim. Afinal, veneno só faz mal se você engole.
- O que eu estava
falando mesmo? Ah é, da Barbra. Ai ela ficou tipo assim, tá falando sério? E eu
perguntei, tá falando comigo? E ela ficou tipo, o que?
A bola que William
e o amigo trocavam acima de nós caiu bem nos meus braços, entre meus livros e
meus seios. Levantei os olhos irritada, congelando William com o olhar e
internamente destruindo-o com um raio laser roxo.
-Devolve ai,
Magnólia.
Ele pediu, batendo
palmas. Aposto que assim que eu jogasse para ele, ele faria uma piadinha sobre
como eu era fraquinha. Olhei para o lago que corria ao lado da calçada e
troquei um olhar com Cat. Por um segundo pude vê-la implorar que eu não
fizesse, mas depois ela revirou os olhos, sabendo que eu ia fazer. Joguei a
bola lá embaixo, acertando diretamente na água barrenta, fazendo-a espirrar em
várias direções. William olhou lá para baixo, chocado por um segundo, mas então
empurrou meu ombro com as duas mãos, desenganchando meu braço do de Cat, que
tapou a boca, assustada com a reação do meu arqui-inimigo.
-Você está louca
é? Só pedi para devolver a bola! Qual o seu problema?
-Você!
Respondi
sinceramente.
-E o que eu fiz
para você?
-Bem, para começar
você nasceu. E me chama de “coisa, esquisita, e nojenta” desde que eu consigo
me lembrar. Você costumava jogar suco na minha roupa para dizer que estava
urinando ou suando. Você insiste em esbarrar em mim nos corredores. Você
insiste em jogar uma bola em mim em toda aula de educação física. Quer que eu continue,
ser odioso?
Ele me empurrou
novamente.
-Ora eu devia...
-Ir buscar sua
bola que a correnteza vai levar?
Terminei a frase
para ele. Com uma carranca assustadora, ele e o amigo começaram a descer o
barranco. Enganchei meu braço no de Cat e voltamos a caminhar na direção da
escola. Assim que estávamos à uma distância segura, voltamos a falar.
-Dá para acreditar
nisso? - Perguntei exasperada. Cat suspirou. – O que foi isso?
-Nada.
Ela disse baixinho
balançando a cabeça.
-Vamos lá.
Desembucha.
Ela suspirou
novamente e me encarou com os tímidos olhos verdes faiscando.
-Olha, eu sei que
o que eu vou dizer você já ouviu. Todo mundo fala isso mas é verdade. Ele te
irrita desse jeito porque ele gosta de você. E você gosta dele.
Senti-me ultrajada,
difamada e violentada. Sim, eu já ouvira isso. Já tivera que aturar
musiquinhas, risinhos, perguntas desconfortáveis, e os longos discursos da
minha mãe. Mas eu nunca imaginara que a minha melhor amiga, a criatura mais
fofa, afável e tímida da terra teria coragem que cometer uma atrocidade dessas.
Eu, apaixonada pelo William? Era mais fácil porcos voarem! Sacudi o braço e saí
a passos pesados.
-Maggie! Espera!
Desculpa!
-Acabou tudo entre
nós, Catelyn! Agora você vai assistir Game Of Thrones sozinha, e jogar
badminton sozinha... E twittar sozinha! Vou dar um baita unfollow em você! E no
tumblr também! É!
Eu disse,
magoadíssima, cruzando os braços e correndo.
Meu mau-humor
devido à briga com Cat teve uma pausa quando William e seu amigo entraram na
sala com uma autorização. Eu não pude evitar de rir. Ambos estavam encharcados,
mas William estava pior. E fedia. Havia folhas e lama pingando de seu cabelo e
eu tinha certeza que era uma minhoca caminhando em seu ombro. O professor os
mandou para o banheiro para se lavarem, e antes de sair, William lançou um
olhar assassino para mim, enquanto eu me dobrava de rir sobre a mesa.
Quando o sinal
bateu, sinalizando o fim da aula de física, William estava de volta, de cabelos
molhados, porém não mais sujos e de roupa limpa, que ele provavelmente devia
ter no armário. Assim que o professor deixou a sala, ele veio diretamente na
direção, como um míssil.
-VOCÊ! – Ele gritou
marchando na minha direção. – Sua garota imprestável! Porque fez aquilo com a
bola nova que meu pai me deu? Eu estou fedendo!
Observei-o de cima
a baixo e soltei um risinho cínico.
-Nada mudou.
Eu disse dando de
ombros. Ele se aproximou, puxando minha camiseta, como se planejasse me bater.
-Sua irritante! Eu
não fiz nada para você!
Dei um tranco para
que ele me soltasse.
-Me solta, seu Neandertal!
-Babaca!
-Insignificante!
-Nerd!
-Implicante!
Cat surgiu do nada
ao lado da nossa discussão.
-Que droga, se
beijem logo!
Ela empurrou
William para cima de mm. Ele estava tão próximo que seus lábios foram direto de
encontro com os meus. Por um segundo, a relutância de ambos os lados por
palpável. Ele chegou a morder minha língua. Mas antes que eu ordenasse que meus
braços o tirassem de cima de mim, sua língua invadiu minha boca sem a minha
permissão. Ou William era um beijador desajeitado ao extremo (O que era bem possível),
ou aquele beijo era um acidente completo. Mas ainda assim, por alguns momentos
eu simplesmente aproveitei. E me atrevo a dizer que gostei. Que gostei de
beijar William!
Abri os olhos e o
vi próximo demais. Ele abriu os olhos ao mesmo tempo, quebrando o encantamento
que criava uma bolha de silêncio ao nosso redor. Todos na sala aclamava, se
empurravam e acotovelavam para nos ver. Empurrei William para longe, não
querendo que todos me vissem com ele.
-Ui! Eca! Sai
daqui! Eu te odeio, lembra?
Ele se recompôs do
empurrão, parecendo confuso por alguns segundos e depois voltando à carranca
inicial.
-É . Eu também te
odeio!
Disse, se
afastando. Percebendo que o conflito e o beijo tinham acabado, nossos colegas
começaram a dispersar. Quando encarei Cat ela me lançou um sorrisinho que
claramente dizia “eu te avisei” e foi
se sentar. Confusa, endireitei-me na cadeira, tocando meus lábios com a ponta
dos dedos e corando. Eu tinha mesmo, perdido o meu BV com o William?!
-Ei Magnólia! –
Chamou William atrás de mim. Virei-me para ele – Quer dar uma volta qualquer
dia?
Ele perguntou
sorrindo. Fiz que sim.
-Claro. Eu vou
adorar.
29 de abr. de 2012
Exista
Já assistiu Titanic? Assisti recentemente. Aquela musica sempre estivera por perto e sempre fora bonita, mas quando vi o filme, ela passou a mexer comigo. Eu sou o tipo de pessoa que fica emotiva depois de um certo horário sem dormir. Ou rio, ou choro. E com essa musica me lembrando o corpo do Jack afundando naquelas águas gélidas... Bem, pelo menos não foi de todo em vão:
Te quero, porque não quero abrir os olhos e
não te ver ao meu lado. Te quero porque amo o seu sorriso, porque quando ele se
abre, tudo faz sentido no mundo. Te quero porque amo tudo o que você é.Te quero
porque seus defeitos são simplesmente lindos. Te quero porque sei que quando os
problemas chegarem você está lá. Te quero porque sei que a luz que você irradia
é mais forte do que a do sol. Te quero porque você é o que me mantém viva. Te
quero porque não aguento ouvir uma musica romântica e não ter para quem cantá-la.
Te quero porque te amo, amo seus lábios, seu rosto, cada traço dele. Amo o seu
jeito, amo quando é tímido e amo quando fala. Amo o jeito que expressa o que
quer dizer sem ter medo. Amo o jeito que você tenta fazer a todos felizes. Amo
o jeito que você não guarda rancor.
Amo o jeito que ri. Amo o jeito que chora. Amo jeito engraçado que sua mão tem quando segura ma caneta. Amo o jeito que ela desliza sobre o papel e cria magia. Amo o jeito que você parece pertencer ao mundo de um jeito que eu nunca pertenci. Amo o jeito como não tem medo de chorar e nem de morrer. Amo o jeito que morde o lábio quando está nervoso. Amo o jeito que coça a cabeça quando se sente sem jeito. Simplesmente amo quando você me olha nos olhos. Amo o formato dos seus lábios e de como eles se movem quando você diz meu nome. Amo sua voz e a segurança que ela passa. Amo seus braços e o jeito que eles me apertam, mantendo todo o mal de fora. Detesto o jeito como toda a cama parece fria demais sem eles. Odeio o quanto eu pareço ridícula por dizer isso. Odeio o quanto eu choro. Odeio o meu sorriso. Odeio que as pessoas zombem de mim. Odeio que o meu amor não faça sentido. Odeio a injustiça desse mundo. Odeio a hipocrisia. Odeio a sociedade. Odeio tudo que se coloca entre nós.
Amo o jeito que você toca meu rosto, e o jeito como acaricia meu cabelo. Amo o jeito que você diz que me ama. Amo o jeito como você é tudo o que eu sempre quis. Odeio o jeito que você nunca esta ali quando eu preciso. Amo o jeito que você vê através dos meus olhos e das minhas desculpas e se preocupa o bastante para perguntar se eu estou bem mesmo. Amo o jeito que você ama o mundo. Amo o jeito que o mundo te ama. Adoro a grama em que você pisa. Amo o jeito que tudo para você é lindo. Amo o jeito como você vê bondade em tudo e em todos. Amo suas piadas sem graça. Amo jeito que brinca com meus dedos quando está entediado. Amo seus olhares perdidos que se cruzam com os meus. Amo o jeito que você me faz sentir. Amo aquela sensação de que meu estomago esta cheio de arco íris. Amo a sensação de que eu sou a pessoa mais feliz do mundo. Amo o jeito que me beija. Amo o jeito que parece bem menos nojento com você. Amo o jeito que você e eu parecemos nos encaixar. Amo o jeito que você não se gaba por ser melhor. O jeito que você incentiva. Que você ajuda os outros. Amo o jeito que seus olhos se movem quando lê.
Amo o jeito desajeitado que suas mãos deslizam pelo violão e pelas teclas do piano. Amo o jeito que se preocupa. Amo tudo em você. Amo, amo, amo, amo e pra sempre amo. Se me pedir para casar com você eu serei sua esposa para todo o sempre e talvez até mais se você me pedir. Eu já disse que te amo, e que caso com você. Agora por favor, por favor, por favor, por favor, se já sentiu alguma coisa por mim alguma vez na vida...Exista.
Amo o jeito que ri. Amo o jeito que chora. Amo jeito engraçado que sua mão tem quando segura ma caneta. Amo o jeito que ela desliza sobre o papel e cria magia. Amo o jeito que você parece pertencer ao mundo de um jeito que eu nunca pertenci. Amo o jeito como não tem medo de chorar e nem de morrer. Amo o jeito que morde o lábio quando está nervoso. Amo o jeito que coça a cabeça quando se sente sem jeito. Simplesmente amo quando você me olha nos olhos. Amo o formato dos seus lábios e de como eles se movem quando você diz meu nome. Amo sua voz e a segurança que ela passa. Amo seus braços e o jeito que eles me apertam, mantendo todo o mal de fora. Detesto o jeito como toda a cama parece fria demais sem eles. Odeio o quanto eu pareço ridícula por dizer isso. Odeio o quanto eu choro. Odeio o meu sorriso. Odeio que as pessoas zombem de mim. Odeio que o meu amor não faça sentido. Odeio a injustiça desse mundo. Odeio a hipocrisia. Odeio a sociedade. Odeio tudo que se coloca entre nós.
Amo o jeito que você toca meu rosto, e o jeito como acaricia meu cabelo. Amo o jeito que você diz que me ama. Amo o jeito como você é tudo o que eu sempre quis. Odeio o jeito que você nunca esta ali quando eu preciso. Amo o jeito que você vê através dos meus olhos e das minhas desculpas e se preocupa o bastante para perguntar se eu estou bem mesmo. Amo o jeito que você ama o mundo. Amo o jeito que o mundo te ama. Adoro a grama em que você pisa. Amo o jeito que tudo para você é lindo. Amo o jeito como você vê bondade em tudo e em todos. Amo suas piadas sem graça. Amo jeito que brinca com meus dedos quando está entediado. Amo seus olhares perdidos que se cruzam com os meus. Amo o jeito que você me faz sentir. Amo aquela sensação de que meu estomago esta cheio de arco íris. Amo a sensação de que eu sou a pessoa mais feliz do mundo. Amo o jeito que me beija. Amo o jeito que parece bem menos nojento com você. Amo o jeito que você e eu parecemos nos encaixar. Amo o jeito que você não se gaba por ser melhor. O jeito que você incentiva. Que você ajuda os outros. Amo o jeito que seus olhos se movem quando lê.
Amo o jeito desajeitado que suas mãos deslizam pelo violão e pelas teclas do piano. Amo o jeito que se preocupa. Amo tudo em você. Amo, amo, amo, amo e pra sempre amo. Se me pedir para casar com você eu serei sua esposa para todo o sempre e talvez até mais se você me pedir. Eu já disse que te amo, e que caso com você. Agora por favor, por favor, por favor, por favor, se já sentiu alguma coisa por mim alguma vez na vida...Exista.
Skitter - A Maluca do Blog (Rose, sua bitch, TINHA ESPAÇO PARA OS DOIS SIM SENHORA!!!)
14 de abr. de 2012
A máquina de pão
-Leitores, vocês estão, nesse instante, sendo invadidos. Invadidos? Sim, invadidos.
-Repare como não utilizei do travessão para permitir que Razz questionasse a veracidade de minhas palavras e isso se dá simplesmente por que eu sou Razz e faço as minhas próprias perguntas. Ah, não se preocupem, Skitter está bem - pelo menos enquanto ela decidir se comportar. Eu a prendi por um tempo para finalmente ter uma postagem minha (#Geniodomalfeelings), MUAHAHAHA! Mas o que dizer? Pelo visto vocês parecem apreciar maluquices, pelo menos é o que a Skitter diz. Acho que para variar, a Voz da Razão tem uma. Lá vai:
Você já viu uma máquina de pão? Provavelmente sim. É um treco grande, que varia cores do branco ao prata e finalmente ao preto. É como um daqueles carros novos, quadrados, exceto por um detalhe: Ela faz pão.
Ah sim leitores, fico feliz em dizer, que a maravilhosa máquina de pão além de tudo, realmente faz pão! E não só pão! Pão de passas, nozes, banana, frutas cristalizadas, panetones e bolos de todos os sortilégios.
Mas meu Deus! Que bom que me disse! Eu quero uma dessas agora!
Espere! Tem mais!
Tem?
Tem! Você sabia que você pode colocar os ingredientes nessa maravilhosa máquina na noite anterior, e de manhã, quando você acordar para trabalhar, ir a academia, ou sentar na sua poltrona e assistir novelas mexicanas o dia todo, ficando a cada dia mais sedentário e gordo, o seu pão estará esperando por você, quentinho?
Legal. Agora você sabe. A maldição agora está com você. "Que maldição?" você pergunta. Bem, é uma longa história. Essa maravilhosa máquina surgiu no mercado brasileiro há uns 6 anos e é aí que nossa história tem início.
"O que é isso?"
Pergunta minha mãe ao moço do mercado. Pobre de nós. Não sabíamos o quanto éramos sortudas em ser ignorantes quanto àquilo.
"É uma máquina de fazer pão."
Respondeu o rapaz, que devia ter uns 17 anos, provavelmente em seu primeiro emprego. Até aí tudo bem. O rapaz já tinha se feito entender. A nossa frente estava o futuro das donas de casa não prendadas o bastante para fazer seu próprio pão-de-forma. Ponto. Mas, sem ser convidado, sem saber já incuravelmente infectado pela maldição, o cara continuou:
"Você sabia, que pode programar na noite anterior para que quando você acorda, o pão 'tá quentinho esperando por você?"
O mundo se iluminou para minha mãe e para minha mãe. Pão quentinho e novo todas as manhãs? Parecia um sonho! Pelo que rezamos toda a vez que repetimos "o pão nosso de cada dia nos dai hoje"! E olha que eu nem gosto de pão de forma, mas mesmo assim, a ideia de que a máquina o faria por mim, era incrivel. Mas graças a vontade constante de perder peso, da temporada de cortes econômicos, ao IPI elevado, e à preguiça de carregar a dita cuja para o carro, a nossa querida máquina, infelizmente, continuou no mercado. Fim da história. Fim? Ou apenas o começo?
A maldição continua... O tempo passou. Skitter encontrou sua vocação para a escrita, o blog ganhou destaque na sua vida, mudou de design algumas vezes, entre outras coisas. Para todos os efeitos, mais ou menos cinco anos se passaram. E a máquina de pão jamais se manteve longe. Jamais.
Assistindo à Polishop na casa da minha avó, o ator contratado na tevê dizia-se entusiasmadíssimo.
-...E você não acredita no que essa maquinhinha faz por você. Quer ver? Você vai a-do-rar, ADORAR! - Ele vai até a bancada, abastecida com todo o sortimento do comidas e de "brindes" que você ganharia se ligasse AGORA! - Olha só... Você programa ela assim, ó - E mostrava como apertar os diversos botões - Coloca os ingredientes. - E quebrava alguns ovos, depois colocava algumas xícaras de farinha. - E de manhã quando você acordar, ele vai estar lá quentinho, esperando por você! Não é o máximo?!
E lá estava ela, sendo filmada de vários ângulos. E a coisa não parou por aí. Durante os próximos anos, eu e minha mãe fomos forçadas a aguentar a nós mesmas enquanto falávamos o refrão do "você sabia que..." toda a vez que víamos uma máquina dessas, só pelo prazer de ver as expressões de surpresa no rosto dos leigos de máquinas de pão, infectando-os a maldição do discurso panificador.
Passamos, nós duas, tanto esse conhecimento, que chegou um momento que todos ao nosso redor já sabiam sobre a maravilhosa geringonça padeira. E a maldição se autodestruiu por um tempo.
Entrando no ensino médio, com sonhos terríveis sobre reprovação, livros bestantes (e do Peeta me dando um pão), a máquina de pão era a ultima coisa que se passava na minha cabeça até que...
01/04/2012.
Aproximadamente 11:36.
Dia da mentira.
Um pai e suas duas filhas, uma de 14 e a outra de 6... Digo 8 anos, comem o café da manhã à mesa da cozinha tranquilamente. O pai pega o pão de forma de cima da mesa para cortá-lo e tudo acontece em câmera lenta. Antes que eu pudesse dizer "NÃÃÃÃÃO" e dar uma de Matrix para tirar o pão da mão dele, era tarde demais.
-Foi a vovó quem fez para mim. Comprei uma máquina de pão para ela. Sabia que se você programar... Tentei chamar meus ninjas acionados por telepatia, em uma tentativa frustrada de poupar o jovem cérebro da minha irmã da maldição, mas nenhum deles apareceu.
E então... A maldição retornou...
Skitter - A Maluca do Blog (Eu to bem, tá gente? :) )
Razz - A Voz da Razão (Por enquanto...)
-Repare como não utilizei do travessão para permitir que Razz questionasse a veracidade de minhas palavras e isso se dá simplesmente por que eu sou Razz e faço as minhas próprias perguntas. Ah, não se preocupem, Skitter está bem - pelo menos enquanto ela decidir se comportar. Eu a prendi por um tempo para finalmente ter uma postagem minha (#Geniodomalfeelings), MUAHAHAHA! Mas o que dizer? Pelo visto vocês parecem apreciar maluquices, pelo menos é o que a Skitter diz. Acho que para variar, a Voz da Razão tem uma. Lá vai:
Você já viu uma máquina de pão? Provavelmente sim. É um treco grande, que varia cores do branco ao prata e finalmente ao preto. É como um daqueles carros novos, quadrados, exceto por um detalhe: Ela faz pão.
Ah sim leitores, fico feliz em dizer, que a maravilhosa máquina de pão além de tudo, realmente faz pão! E não só pão! Pão de passas, nozes, banana, frutas cristalizadas, panetones e bolos de todos os sortilégios.
Mas meu Deus! Que bom que me disse! Eu quero uma dessas agora!
Espere! Tem mais!
Tem?
Tem! Você sabia que você pode colocar os ingredientes nessa maravilhosa máquina na noite anterior, e de manhã, quando você acordar para trabalhar, ir a academia, ou sentar na sua poltrona e assistir novelas mexicanas o dia todo, ficando a cada dia mais sedentário e gordo, o seu pão estará esperando por você, quentinho?
Legal. Agora você sabe. A maldição agora está com você. "Que maldição?" você pergunta. Bem, é uma longa história. Essa maravilhosa máquina surgiu no mercado brasileiro há uns 6 anos e é aí que nossa história tem início.
"O que é isso?"
Pergunta minha mãe ao moço do mercado. Pobre de nós. Não sabíamos o quanto éramos sortudas em ser ignorantes quanto àquilo.
"É uma máquina de fazer pão."
Respondeu o rapaz, que devia ter uns 17 anos, provavelmente em seu primeiro emprego. Até aí tudo bem. O rapaz já tinha se feito entender. A nossa frente estava o futuro das donas de casa não prendadas o bastante para fazer seu próprio pão-de-forma. Ponto. Mas, sem ser convidado, sem saber já incuravelmente infectado pela maldição, o cara continuou:
"Você sabia, que pode programar na noite anterior para que quando você acorda, o pão 'tá quentinho esperando por você?"
O mundo se iluminou para minha mãe e para minha mãe. Pão quentinho e novo todas as manhãs? Parecia um sonho! Pelo que rezamos toda a vez que repetimos "o pão nosso de cada dia nos dai hoje"! E olha que eu nem gosto de pão de forma, mas mesmo assim, a ideia de que a máquina o faria por mim, era incrivel. Mas graças a vontade constante de perder peso, da temporada de cortes econômicos, ao IPI elevado, e à preguiça de carregar a dita cuja para o carro, a nossa querida máquina, infelizmente, continuou no mercado. Fim da história. Fim? Ou apenas o começo?
A maldição continua... O tempo passou. Skitter encontrou sua vocação para a escrita, o blog ganhou destaque na sua vida, mudou de design algumas vezes, entre outras coisas. Para todos os efeitos, mais ou menos cinco anos se passaram. E a máquina de pão jamais se manteve longe. Jamais.
Assistindo à Polishop na casa da minha avó, o ator contratado na tevê dizia-se entusiasmadíssimo.
-...E você não acredita no que essa maquinhinha faz por você. Quer ver? Você vai a-do-rar, ADORAR! - Ele vai até a bancada, abastecida com todo o sortimento do comidas e de "brindes" que você ganharia se ligasse AGORA! - Olha só... Você programa ela assim, ó - E mostrava como apertar os diversos botões - Coloca os ingredientes. - E quebrava alguns ovos, depois colocava algumas xícaras de farinha. - E de manhã quando você acordar, ele vai estar lá quentinho, esperando por você! Não é o máximo?!
E lá estava ela, sendo filmada de vários ângulos. E a coisa não parou por aí. Durante os próximos anos, eu e minha mãe fomos forçadas a aguentar a nós mesmas enquanto falávamos o refrão do "você sabia que..." toda a vez que víamos uma máquina dessas, só pelo prazer de ver as expressões de surpresa no rosto dos leigos de máquinas de pão, infectando-os a maldição do discurso panificador.
Passamos, nós duas, tanto esse conhecimento, que chegou um momento que todos ao nosso redor já sabiam sobre a maravilhosa geringonça padeira. E a maldição se autodestruiu por um tempo.
Entrando no ensino médio, com sonhos terríveis sobre reprovação, livros bestantes (e do Peeta me dando um pão), a máquina de pão era a ultima coisa que se passava na minha cabeça até que...
01/04/2012.
Aproximadamente 11:36.
Dia da mentira.
Um pai e suas duas filhas, uma de 14 e a outra de 6... Digo 8 anos, comem o café da manhã à mesa da cozinha tranquilamente. O pai pega o pão de forma de cima da mesa para cortá-lo e tudo acontece em câmera lenta. Antes que eu pudesse dizer "NÃÃÃÃÃO" e dar uma de Matrix para tirar o pão da mão dele, era tarde demais.
-Foi a vovó quem fez para mim. Comprei uma máquina de pão para ela. Sabia que se você programar... Tentei chamar meus ninjas acionados por telepatia, em uma tentativa frustrada de poupar o jovem cérebro da minha irmã da maldição, mas nenhum deles apareceu.
E então... A maldição retornou...
Skitter - A Maluca do Blog (Eu to bem, tá gente? :) )
Razz - A Voz da Razão (Por enquanto...)
21 de mar. de 2012
Almoço em família
Oi gente... Faz um tempinho que não posto depois dos comentários que eu recebi da divíssima Cleidyane Kate Angel (Clique no divíssimo nome para conhecer o divíssimo blog), eu fiquei me sentindo cruel com este fato. Então estou postando algo que eu iria mandar para um concurso, mas que eu perdi o prazo. Espero que gostem.
Obs.: - Minha família incluída nesta crônica: Nada escrito aqui tem a intenção de magoar (se é que magoa), humilhar ou expor. Caso se sintam assim só me deixem um comentário e eu juro que retiro, ok?
-Kate, muuuuuuitíssimo obrigada pelos seus comentários nos meus últimos textos, realmente me deixou nas nuvens saber que você me colocou no seu mural. Sua consideração é incrível para mim. Espero que você também tenha muito sucesso nessa empreitada que ambas estamos empreendendo.
-Sem mais delongas, aqui vai o dito cujo:
Obs.: - Minha família incluída nesta crônica: Nada escrito aqui tem a intenção de magoar (se é que magoa), humilhar ou expor. Caso se sintam assim só me deixem um comentário e eu juro que retiro, ok?
-Kate, muuuuuuitíssimo obrigada pelos seus comentários nos meus últimos textos, realmente me deixou nas nuvens saber que você me colocou no seu mural. Sua consideração é incrível para mim. Espero que você também tenha muito sucesso nessa empreitada que ambas estamos empreendendo.
-Sem mais delongas, aqui vai o dito cujo:
-Prometoque esse é o meu último cigarro!
Disse a tia Helena apagando o toco,jogando-o no chão e pisando nele. Todos bateram palmas e gritaramencorajando-a. Sorri, animada com a perspectiva.
-Eu prometo que essa é a minhaúltima cerveja! – Disse a tia Ivete, com a voz já arrastada por já ter passadoum pouco do limite. – De todas.
Acrescentou. Todos riram, mas tambémencorajaram. Eu dei pulinhos de alegria, pensando na festa que tudo setornaria.
-Eu prometo que esse ano, vou fazerdieta e emagrecer 20 quilos!
A prima Jéssica disse sorrindo paratodos. Todos aplaudiram, e gritaram também, e eu, inocente na minha poucaidade, me juntei a eles. Os fogos começaram, anunciando o ano novo. Naquele momento as promessas estavam valendo.Do meu lugar na roda da minha família, onde avós, avôs, tias, tios, netos,sobrinhos, sobrinhas, filhos, filhas, sobrinhos-netos, primas, primos,agregadas e agregados davam as mãos, no meio do estacionamento do condomínio doapartamento da minha avó, com os olhos admirados brilhando sob os fogos dediversas cores, eu imaginei que aquele ano só traria coisas incríveis para afamília toda.
Quandofomos todos dormir apertados nos colchões espalhados pela casa, já era muitodepois da meia noite. Roncos de todos os tipos saiam de todas as bocas povoandoa sala, mas estava tão cansada que nem notei.
No dia seguinte, ninguém acordouantes das 11 horas, apenas todas as tias, que foram para a cozinha logo cedo,ligando fornos, abrindo e fechando gavetas, cortando e picotando carne, legumese salada, misturando coisas, e fazendo um barulho infernal. Apesar disso,quando fui acordada pelos sons que vinham da cozinha, nem pensei em me meter porlá para pedir que abaixassem o volume. Tudo o que conseguiria fazer é levar umacolherada de madeira na cabeça e ser vítima de um gritocídio. Deixe-meesclarecer as coisas. Quando uma mulher cozinha para muitas pessoas, seu corpolibera alguma coisa que a deixa nervosa.
Agoraquando várias mulheres com opiniões diferentes cozinham, as mesmas coisas, paratoda uma família de dez irmãos, seus corpos liberam duas vezes mais essasubstância, que eleva a irritação de uma mulher, criando a ilusão de uma“segunda TPM”, e faz com que qualquer forasteiro que se meta na cozinha, servítima de um gritocídio, que não é nada mais nada menos do que um homicídiocausado por irritação extrema.
Então, sem vontade de voltar adormir, e sem vontade de ser gritossassinada, assisti aos desenhos na televisão,pairando acima dos colchões onde muitos ainda dormiam, e espremida no sofá,onde um dos meus primos dormia, roncando alto.
13horas e o almoço estava servido. Os que não tinham acordado até àquela hora,receberam pontapés, gritos, sacudidelas e acredite se quiser, até copos deágua, e cubos de gelo no pijama. A mesa foi posta depois que todos estavamsentados aos seus lugares, esfregando os rostos de sono e reclamando da vida. Amaioria dos meus primos mais velhos estava com uma baita ressaca, não que eusoubesse o que era aquilo na época, e as crianças da família faziam um rebuliçoacerca da mosca que voava acima da mesa. Os pratos foram chegando, quentes efumegando da cozinha da minha avó, que sentavam na ponta de mesa, lambendo oslábios enrugados.
Grandes panelões de arroz e feijãoforam os que chamaram mais a minha atenção, mas não eram tudo. Havia arroz,como vovó dizia, metido a besta, todo enfeitado, com passas, ervilhas, milho,salsicha, passas, manga e tudo o que se pudesse imaginar. Lombo aindaborbulhando do forno chegou logo depois e então não apenas um, mas dois perusrecheados foram pousados na mesa. Notei que algo estava errado. Não havia sinalda tia Ivete, nem da tia Helena e muito menos da Jéssica. Mas como ninguém feznenhuma objeção, não me importei, até porque, mais pratos chegaram.
Lingüiça, macarrão com almôndegas,ovos cozidos, bacalhau com batata, torta salgada, farofa, maionese, salpicão,strogonoff de carne, frango e camarão, bobó de camarão e até uma sopa especialpara a vovó. Toda aquela comida deixou um monte de gente desalojada, obrigada a ircomer no sofá. Comi muito naquele almoço, mas honestamente, não me lembro nemda metade. Todos se serviram, comeram, se serviram de novo, comeram e fizeramuma pilha de pratos sujos na pia. As únicas coisas sobreviventes em cima damesa, além de raspas das panelas e potes eram três coxas de peru. Minha mãecolocou em um pote plástico e me entregou dizendo:
-Faz um favor filha? Encontra a suatia Helena, sua tia Ivete e a sua prima Jéssica, porque elas não comeram nada.Dê uma coxa para cada uma, entendeu?
Fiz que sim com a cabeça, animadíssimacom a missão, incumbida a mim pela minha mãe. Saltitando fui atrás de umchinelo. Lembrei que os tinha usado para tomar banho antes da virada do ano. Aporta do banheiro estava trancada quando a forcei. Bati na porta, e a voz datia Helena veio lá de dentro.
-Quem é?
Essaestava muito fácil! Pensei comigo mesma. Mas porque estava trancada no banheiro a manhã toda?
-Sou eu tia. Quero pegar uma coisa ete entregar outra.
Ela destrancou a porta e entrei. O cheirome atingiu e era inegável. Assim que entrei e eu soube. Tinha diante de mim, aprimeira perjura.
-O que quer me entregar? São essascoxas?
Não disse nada, perturbada por elater quebrado a promessa de ano novo, logo no nosso primeiro almoço em famíliado ano – e que provavelmente seria o último. Por pura pirraça, não lheentreguei a coxa destinada a ela e nem lhe dirigi palavra alguma. Com o chinelocalçado, fui a caça da minha tia e da sua filha, certa de que onde estivessem,estariam cumprindo as promessas a risca. E foi quando tive a idéia de comer aprimeira coxa de peru. Ora, quando minha cachorrinha fazia algo certo, mamãedava a ela um bifinho para cachorro. Se tia Helena tinha feito algo errado, nãomerecia a coxinha, certo?
Mesmo estando cheia, empurrei paradentro, acreditando estar fazendo justiça com as minhas pequenas mãozinhas.Perguntei ao porteiro se minha tia e prima tinham saído. Ele me respondeu combom humor que uma não tinha encontrado a outra por cinco minutos. Ambas tinhamido até a esquina, mas minha tia virara na direção do bar e sua filha fora nadireção do mini mercado à duas quadras dali. Pedi que ele abrisse o portão e láfui eu, em direção ao bar na esquina. Na metade da quadra, vi Jéssica voltandocom uma sacola do mercado. Quando o sol bateu na sacola, vi algo brilhar. Outinha roubado alguma prataria, ou tinha em mãos vários pacotes com plásticolaminado. Disso eu entendi com certeza. Quando me viu aproximar, escondeu asacola atrás de si. Pensando um pouco, tive certeza. Estava diante da segundaperjura.
-Oi linda. Tudo bem? Sua mãe sabeque está aqui fora?
Fiz que sim e ela logo foi emdireção ao condomínio. Jogou a sacola na caçamba de lixo e quando desapareceuportão adentro, eu espiei lá dentro, recusando-me a acreditar. Dois pacotes daminha bolacha recheada preferida e um daqueles salgadinhos fajutos de milho.Não pude acreditar naquilo. Não sabia o que me deixava mais irritada: Ter puladonosso almoço em família para comer porcarias, quebrado a promessa, ou por nãoter me dado uma bolacha. Olhei para o pote na minha mão com raiva. Jéssicatambém tinha sido má, não merecia sua coxa, assim como a nossa tia.
Com esforço, coloquei a segunda coxapara dentro e joguei o osso na caçamba. Continuei meu caminho na direção dobar. A tia Ivete iria cumprir a palavra, eu sei que ia. Ela era professora. Aminha professora me dava aula desde o pré e nunca mentia. Ela dizia que mentiraera uma coisa muito feia, e fazia a gente se sentir muito mal consigo mesmo eela estava certa. Se a minha tia era professora, devia ensinar aos alunos delaexatamente a mesma coisa. Então, saltitante e confiante, fui em direção ao bar.Hoje não me surpreende muito ao lembrar que uma terceira lata de cerveja foiesvaziada na hora em que virei a esquina, pousando na mesa ao lado das outrasduas vazias e tombadas.
Lembro-me de com uma carrancahorrível, engolir a terceira coxinha, jogar o osso longe e com o estomagodilatado e doendo, o coração partido, e a percepção mudada, correr de volta aocondomínio e ficar balançando tristemente no balanço do parquinho, amaldiçoandobaixinho aquele ano, por não mudar tudo na vida dos meus familiares. Não foi naqueleano que tudo se resolveu. As promessas não duraram nem até o típico primeiroalmoço de família do ano – E tipicamente o único – E logo depois as três nemtentaram mais esconder. Mas elas foram refeitas no ano seguinte. Mas naqueleano, eu tinha uma promessa especial, que gritei ao mundo:
-Eu prometo que a partir de hoje,nunca mais acreditar em promessas de ano novo.
Skitter - A Maluca do Blog (Vocês votariam em mim?)
Razz - A Voz da Razão (Realmente não estávamos seguindo você Kate, mas agora estamos. Desculpe o engano)
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