13 de mai. de 2012
Ei gente, alguém quer ganhar esses 15 livros nacionais?
9 de mai. de 2012
Agora, se beijem!
Conhece esse meme? Provavelmente sim. Bem, ele foi a inspiração para o texto de hoje. Espero que gostem. Com certeza, todo mundo tem, já teve, ou vai ter um colega implicante como esse:
-Ai eu disse, não
acredito! E ela disse como assim? Ai eu disse, é isso ai! E ela ainda teve a
cara de pau de olhar na minha cara e dizer...
Fui interrompida
por uma pancada no ombro. A minha frente, William continuou correndo, agora de costas
para receber a bola de futebol americano que o amigo lançou para ele detrás de
nós.
-Seu grosso! Por
acaso é cego?
Perguntei
interrompendo minha história sobre a vadia da Barbra se achando melhor do que
eu só porque papai tem graninha. Cat não disse nada, só cruzou os braços e
calou-se. Minha amiga não gostava muito de confrontos. Eu também não, mas
quando se tratavam de William, eu fazia questão de travá-los com as melhores
armas que pudesse arranjar.
-Duas esquisitas
no meio do campo. Isso é totalmente contra as regras.
-Para a sua
informação, - Eu disse ameaçando espumar pela boca - Isso não é um campo de
futebol, é uma calçada pública.Que, caso a sua mente retrógrada e paleolítica
não saiba o que significa, quer dizer que pertence a todo mundo!
Ele deu de ombros
e mostrou a língua para mim e atirou a bola de volta ao amigo de trás,
recusando-se a ir embora. Revirei os olhos. Muita maturidade. Virei-me para
Cat, decidindo ignorá-lo completamente. Era o que minha mãe sempre me disse
para fazer em situações assim. Afinal, veneno só faz mal se você engole.
- O que eu estava
falando mesmo? Ah é, da Barbra. Ai ela ficou tipo assim, tá falando sério? E eu
perguntei, tá falando comigo? E ela ficou tipo, o que?
A bola que William
e o amigo trocavam acima de nós caiu bem nos meus braços, entre meus livros e
meus seios. Levantei os olhos irritada, congelando William com o olhar e
internamente destruindo-o com um raio laser roxo.
-Devolve ai,
Magnólia.
Ele pediu, batendo
palmas. Aposto que assim que eu jogasse para ele, ele faria uma piadinha sobre
como eu era fraquinha. Olhei para o lago que corria ao lado da calçada e
troquei um olhar com Cat. Por um segundo pude vê-la implorar que eu não
fizesse, mas depois ela revirou os olhos, sabendo que eu ia fazer. Joguei a
bola lá embaixo, acertando diretamente na água barrenta, fazendo-a espirrar em
várias direções. William olhou lá para baixo, chocado por um segundo, mas então
empurrou meu ombro com as duas mãos, desenganchando meu braço do de Cat, que
tapou a boca, assustada com a reação do meu arqui-inimigo.
-Você está louca
é? Só pedi para devolver a bola! Qual o seu problema?
-Você!
Respondi
sinceramente.
-E o que eu fiz
para você?
-Bem, para começar
você nasceu. E me chama de “coisa, esquisita, e nojenta” desde que eu consigo
me lembrar. Você costumava jogar suco na minha roupa para dizer que estava
urinando ou suando. Você insiste em esbarrar em mim nos corredores. Você
insiste em jogar uma bola em mim em toda aula de educação física. Quer que eu continue,
ser odioso?
Ele me empurrou
novamente.
-Ora eu devia...
-Ir buscar sua
bola que a correnteza vai levar?
Terminei a frase
para ele. Com uma carranca assustadora, ele e o amigo começaram a descer o
barranco. Enganchei meu braço no de Cat e voltamos a caminhar na direção da
escola. Assim que estávamos à uma distância segura, voltamos a falar.
-Dá para acreditar
nisso? - Perguntei exasperada. Cat suspirou. – O que foi isso?
-Nada.
Ela disse baixinho
balançando a cabeça.
-Vamos lá.
Desembucha.
Ela suspirou
novamente e me encarou com os tímidos olhos verdes faiscando.
-Olha, eu sei que
o que eu vou dizer você já ouviu. Todo mundo fala isso mas é verdade. Ele te
irrita desse jeito porque ele gosta de você. E você gosta dele.
Senti-me ultrajada,
difamada e violentada. Sim, eu já ouvira isso. Já tivera que aturar
musiquinhas, risinhos, perguntas desconfortáveis, e os longos discursos da
minha mãe. Mas eu nunca imaginara que a minha melhor amiga, a criatura mais
fofa, afável e tímida da terra teria coragem que cometer uma atrocidade dessas.
Eu, apaixonada pelo William? Era mais fácil porcos voarem! Sacudi o braço e saí
a passos pesados.
-Maggie! Espera!
Desculpa!
-Acabou tudo entre
nós, Catelyn! Agora você vai assistir Game Of Thrones sozinha, e jogar
badminton sozinha... E twittar sozinha! Vou dar um baita unfollow em você! E no
tumblr também! É!
Eu disse,
magoadíssima, cruzando os braços e correndo.
Meu mau-humor
devido à briga com Cat teve uma pausa quando William e seu amigo entraram na
sala com uma autorização. Eu não pude evitar de rir. Ambos estavam encharcados,
mas William estava pior. E fedia. Havia folhas e lama pingando de seu cabelo e
eu tinha certeza que era uma minhoca caminhando em seu ombro. O professor os
mandou para o banheiro para se lavarem, e antes de sair, William lançou um
olhar assassino para mim, enquanto eu me dobrava de rir sobre a mesa.
Quando o sinal
bateu, sinalizando o fim da aula de física, William estava de volta, de cabelos
molhados, porém não mais sujos e de roupa limpa, que ele provavelmente devia
ter no armário. Assim que o professor deixou a sala, ele veio diretamente na
direção, como um míssil.
-VOCÊ! – Ele gritou
marchando na minha direção. – Sua garota imprestável! Porque fez aquilo com a
bola nova que meu pai me deu? Eu estou fedendo!
Observei-o de cima
a baixo e soltei um risinho cínico.
-Nada mudou.
Eu disse dando de
ombros. Ele se aproximou, puxando minha camiseta, como se planejasse me bater.
-Sua irritante! Eu
não fiz nada para você!
Dei um tranco para
que ele me soltasse.
-Me solta, seu Neandertal!
-Babaca!
-Insignificante!
-Nerd!
-Implicante!
Cat surgiu do nada
ao lado da nossa discussão.
-Que droga, se
beijem logo!
Ela empurrou
William para cima de mm. Ele estava tão próximo que seus lábios foram direto de
encontro com os meus. Por um segundo, a relutância de ambos os lados por
palpável. Ele chegou a morder minha língua. Mas antes que eu ordenasse que meus
braços o tirassem de cima de mim, sua língua invadiu minha boca sem a minha
permissão. Ou William era um beijador desajeitado ao extremo (O que era bem possível),
ou aquele beijo era um acidente completo. Mas ainda assim, por alguns momentos
eu simplesmente aproveitei. E me atrevo a dizer que gostei. Que gostei de
beijar William!
Abri os olhos e o
vi próximo demais. Ele abriu os olhos ao mesmo tempo, quebrando o encantamento
que criava uma bolha de silêncio ao nosso redor. Todos na sala aclamava, se
empurravam e acotovelavam para nos ver. Empurrei William para longe, não
querendo que todos me vissem com ele.
-Ui! Eca! Sai
daqui! Eu te odeio, lembra?
Ele se recompôs do
empurrão, parecendo confuso por alguns segundos e depois voltando à carranca
inicial.
-É . Eu também te
odeio!
Disse, se
afastando. Percebendo que o conflito e o beijo tinham acabado, nossos colegas
começaram a dispersar. Quando encarei Cat ela me lançou um sorrisinho que
claramente dizia “eu te avisei” e foi
se sentar. Confusa, endireitei-me na cadeira, tocando meus lábios com a ponta
dos dedos e corando. Eu tinha mesmo, perdido o meu BV com o William?!
-Ei Magnólia! –
Chamou William atrás de mim. Virei-me para ele – Quer dar uma volta qualquer
dia?
Ele perguntou
sorrindo. Fiz que sim.
-Claro. Eu vou
adorar.
29 de abr. de 2012
Exista
Já assistiu Titanic? Assisti recentemente. Aquela musica sempre estivera por perto e sempre fora bonita, mas quando vi o filme, ela passou a mexer comigo. Eu sou o tipo de pessoa que fica emotiva depois de um certo horário sem dormir. Ou rio, ou choro. E com essa musica me lembrando o corpo do Jack afundando naquelas águas gélidas... Bem, pelo menos não foi de todo em vão:
Te quero, porque não quero abrir os olhos e
não te ver ao meu lado. Te quero porque amo o seu sorriso, porque quando ele se
abre, tudo faz sentido no mundo. Te quero porque amo tudo o que você é.Te quero
porque seus defeitos são simplesmente lindos. Te quero porque sei que quando os
problemas chegarem você está lá. Te quero porque sei que a luz que você irradia
é mais forte do que a do sol. Te quero porque você é o que me mantém viva. Te
quero porque não aguento ouvir uma musica romântica e não ter para quem cantá-la.
Te quero porque te amo, amo seus lábios, seu rosto, cada traço dele. Amo o seu
jeito, amo quando é tímido e amo quando fala. Amo o jeito que expressa o que
quer dizer sem ter medo. Amo o jeito que você tenta fazer a todos felizes. Amo
o jeito que você não guarda rancor.
Amo o jeito que ri. Amo o jeito que chora. Amo jeito engraçado que sua mão tem quando segura ma caneta. Amo o jeito que ela desliza sobre o papel e cria magia. Amo o jeito que você parece pertencer ao mundo de um jeito que eu nunca pertenci. Amo o jeito como não tem medo de chorar e nem de morrer. Amo o jeito que morde o lábio quando está nervoso. Amo o jeito que coça a cabeça quando se sente sem jeito. Simplesmente amo quando você me olha nos olhos. Amo o formato dos seus lábios e de como eles se movem quando você diz meu nome. Amo sua voz e a segurança que ela passa. Amo seus braços e o jeito que eles me apertam, mantendo todo o mal de fora. Detesto o jeito como toda a cama parece fria demais sem eles. Odeio o quanto eu pareço ridícula por dizer isso. Odeio o quanto eu choro. Odeio o meu sorriso. Odeio que as pessoas zombem de mim. Odeio que o meu amor não faça sentido. Odeio a injustiça desse mundo. Odeio a hipocrisia. Odeio a sociedade. Odeio tudo que se coloca entre nós.
Amo o jeito que você toca meu rosto, e o jeito como acaricia meu cabelo. Amo o jeito que você diz que me ama. Amo o jeito como você é tudo o que eu sempre quis. Odeio o jeito que você nunca esta ali quando eu preciso. Amo o jeito que você vê através dos meus olhos e das minhas desculpas e se preocupa o bastante para perguntar se eu estou bem mesmo. Amo o jeito que você ama o mundo. Amo o jeito que o mundo te ama. Adoro a grama em que você pisa. Amo o jeito que tudo para você é lindo. Amo o jeito como você vê bondade em tudo e em todos. Amo suas piadas sem graça. Amo jeito que brinca com meus dedos quando está entediado. Amo seus olhares perdidos que se cruzam com os meus. Amo o jeito que você me faz sentir. Amo aquela sensação de que meu estomago esta cheio de arco íris. Amo a sensação de que eu sou a pessoa mais feliz do mundo. Amo o jeito que me beija. Amo o jeito que parece bem menos nojento com você. Amo o jeito que você e eu parecemos nos encaixar. Amo o jeito que você não se gaba por ser melhor. O jeito que você incentiva. Que você ajuda os outros. Amo o jeito que seus olhos se movem quando lê.
Amo o jeito desajeitado que suas mãos deslizam pelo violão e pelas teclas do piano. Amo o jeito que se preocupa. Amo tudo em você. Amo, amo, amo, amo e pra sempre amo. Se me pedir para casar com você eu serei sua esposa para todo o sempre e talvez até mais se você me pedir. Eu já disse que te amo, e que caso com você. Agora por favor, por favor, por favor, por favor, se já sentiu alguma coisa por mim alguma vez na vida...Exista.
Amo o jeito que ri. Amo o jeito que chora. Amo jeito engraçado que sua mão tem quando segura ma caneta. Amo o jeito que ela desliza sobre o papel e cria magia. Amo o jeito que você parece pertencer ao mundo de um jeito que eu nunca pertenci. Amo o jeito como não tem medo de chorar e nem de morrer. Amo o jeito que morde o lábio quando está nervoso. Amo o jeito que coça a cabeça quando se sente sem jeito. Simplesmente amo quando você me olha nos olhos. Amo o formato dos seus lábios e de como eles se movem quando você diz meu nome. Amo sua voz e a segurança que ela passa. Amo seus braços e o jeito que eles me apertam, mantendo todo o mal de fora. Detesto o jeito como toda a cama parece fria demais sem eles. Odeio o quanto eu pareço ridícula por dizer isso. Odeio o quanto eu choro. Odeio o meu sorriso. Odeio que as pessoas zombem de mim. Odeio que o meu amor não faça sentido. Odeio a injustiça desse mundo. Odeio a hipocrisia. Odeio a sociedade. Odeio tudo que se coloca entre nós.
Amo o jeito que você toca meu rosto, e o jeito como acaricia meu cabelo. Amo o jeito que você diz que me ama. Amo o jeito como você é tudo o que eu sempre quis. Odeio o jeito que você nunca esta ali quando eu preciso. Amo o jeito que você vê através dos meus olhos e das minhas desculpas e se preocupa o bastante para perguntar se eu estou bem mesmo. Amo o jeito que você ama o mundo. Amo o jeito que o mundo te ama. Adoro a grama em que você pisa. Amo o jeito que tudo para você é lindo. Amo o jeito como você vê bondade em tudo e em todos. Amo suas piadas sem graça. Amo jeito que brinca com meus dedos quando está entediado. Amo seus olhares perdidos que se cruzam com os meus. Amo o jeito que você me faz sentir. Amo aquela sensação de que meu estomago esta cheio de arco íris. Amo a sensação de que eu sou a pessoa mais feliz do mundo. Amo o jeito que me beija. Amo o jeito que parece bem menos nojento com você. Amo o jeito que você e eu parecemos nos encaixar. Amo o jeito que você não se gaba por ser melhor. O jeito que você incentiva. Que você ajuda os outros. Amo o jeito que seus olhos se movem quando lê.
Amo o jeito desajeitado que suas mãos deslizam pelo violão e pelas teclas do piano. Amo o jeito que se preocupa. Amo tudo em você. Amo, amo, amo, amo e pra sempre amo. Se me pedir para casar com você eu serei sua esposa para todo o sempre e talvez até mais se você me pedir. Eu já disse que te amo, e que caso com você. Agora por favor, por favor, por favor, por favor, se já sentiu alguma coisa por mim alguma vez na vida...Exista.
Skitter - A Maluca do Blog (Rose, sua bitch, TINHA ESPAÇO PARA OS DOIS SIM SENHORA!!!)
14 de abr. de 2012
A máquina de pão
-Leitores, vocês estão, nesse instante, sendo invadidos. Invadidos? Sim, invadidos.
-Repare como não utilizei do travessão para permitir que Razz questionasse a veracidade de minhas palavras e isso se dá simplesmente por que eu sou Razz e faço as minhas próprias perguntas. Ah, não se preocupem, Skitter está bem - pelo menos enquanto ela decidir se comportar. Eu a prendi por um tempo para finalmente ter uma postagem minha (#Geniodomalfeelings), MUAHAHAHA! Mas o que dizer? Pelo visto vocês parecem apreciar maluquices, pelo menos é o que a Skitter diz. Acho que para variar, a Voz da Razão tem uma. Lá vai:
Você já viu uma máquina de pão? Provavelmente sim. É um treco grande, que varia cores do branco ao prata e finalmente ao preto. É como um daqueles carros novos, quadrados, exceto por um detalhe: Ela faz pão.
Ah sim leitores, fico feliz em dizer, que a maravilhosa máquina de pão além de tudo, realmente faz pão! E não só pão! Pão de passas, nozes, banana, frutas cristalizadas, panetones e bolos de todos os sortilégios.
Mas meu Deus! Que bom que me disse! Eu quero uma dessas agora!
Espere! Tem mais!
Tem?
Tem! Você sabia que você pode colocar os ingredientes nessa maravilhosa máquina na noite anterior, e de manhã, quando você acordar para trabalhar, ir a academia, ou sentar na sua poltrona e assistir novelas mexicanas o dia todo, ficando a cada dia mais sedentário e gordo, o seu pão estará esperando por você, quentinho?
Legal. Agora você sabe. A maldição agora está com você. "Que maldição?" você pergunta. Bem, é uma longa história. Essa maravilhosa máquina surgiu no mercado brasileiro há uns 6 anos e é aí que nossa história tem início.
"O que é isso?"
Pergunta minha mãe ao moço do mercado. Pobre de nós. Não sabíamos o quanto éramos sortudas em ser ignorantes quanto àquilo.
"É uma máquina de fazer pão."
Respondeu o rapaz, que devia ter uns 17 anos, provavelmente em seu primeiro emprego. Até aí tudo bem. O rapaz já tinha se feito entender. A nossa frente estava o futuro das donas de casa não prendadas o bastante para fazer seu próprio pão-de-forma. Ponto. Mas, sem ser convidado, sem saber já incuravelmente infectado pela maldição, o cara continuou:
"Você sabia, que pode programar na noite anterior para que quando você acorda, o pão 'tá quentinho esperando por você?"
O mundo se iluminou para minha mãe e para minha mãe. Pão quentinho e novo todas as manhãs? Parecia um sonho! Pelo que rezamos toda a vez que repetimos "o pão nosso de cada dia nos dai hoje"! E olha que eu nem gosto de pão de forma, mas mesmo assim, a ideia de que a máquina o faria por mim, era incrivel. Mas graças a vontade constante de perder peso, da temporada de cortes econômicos, ao IPI elevado, e à preguiça de carregar a dita cuja para o carro, a nossa querida máquina, infelizmente, continuou no mercado. Fim da história. Fim? Ou apenas o começo?
A maldição continua... O tempo passou. Skitter encontrou sua vocação para a escrita, o blog ganhou destaque na sua vida, mudou de design algumas vezes, entre outras coisas. Para todos os efeitos, mais ou menos cinco anos se passaram. E a máquina de pão jamais se manteve longe. Jamais.
Assistindo à Polishop na casa da minha avó, o ator contratado na tevê dizia-se entusiasmadíssimo.
-...E você não acredita no que essa maquinhinha faz por você. Quer ver? Você vai a-do-rar, ADORAR! - Ele vai até a bancada, abastecida com todo o sortimento do comidas e de "brindes" que você ganharia se ligasse AGORA! - Olha só... Você programa ela assim, ó - E mostrava como apertar os diversos botões - Coloca os ingredientes. - E quebrava alguns ovos, depois colocava algumas xícaras de farinha. - E de manhã quando você acordar, ele vai estar lá quentinho, esperando por você! Não é o máximo?!
E lá estava ela, sendo filmada de vários ângulos. E a coisa não parou por aí. Durante os próximos anos, eu e minha mãe fomos forçadas a aguentar a nós mesmas enquanto falávamos o refrão do "você sabia que..." toda a vez que víamos uma máquina dessas, só pelo prazer de ver as expressões de surpresa no rosto dos leigos de máquinas de pão, infectando-os a maldição do discurso panificador.
Passamos, nós duas, tanto esse conhecimento, que chegou um momento que todos ao nosso redor já sabiam sobre a maravilhosa geringonça padeira. E a maldição se autodestruiu por um tempo.
Entrando no ensino médio, com sonhos terríveis sobre reprovação, livros bestantes (e do Peeta me dando um pão), a máquina de pão era a ultima coisa que se passava na minha cabeça até que...
01/04/2012.
Aproximadamente 11:36.
Dia da mentira.
Um pai e suas duas filhas, uma de 14 e a outra de 6... Digo 8 anos, comem o café da manhã à mesa da cozinha tranquilamente. O pai pega o pão de forma de cima da mesa para cortá-lo e tudo acontece em câmera lenta. Antes que eu pudesse dizer "NÃÃÃÃÃO" e dar uma de Matrix para tirar o pão da mão dele, era tarde demais.
-Foi a vovó quem fez para mim. Comprei uma máquina de pão para ela. Sabia que se você programar... Tentei chamar meus ninjas acionados por telepatia, em uma tentativa frustrada de poupar o jovem cérebro da minha irmã da maldição, mas nenhum deles apareceu.
E então... A maldição retornou...
Skitter - A Maluca do Blog (Eu to bem, tá gente? :) )
Razz - A Voz da Razão (Por enquanto...)
-Repare como não utilizei do travessão para permitir que Razz questionasse a veracidade de minhas palavras e isso se dá simplesmente por que eu sou Razz e faço as minhas próprias perguntas. Ah, não se preocupem, Skitter está bem - pelo menos enquanto ela decidir se comportar. Eu a prendi por um tempo para finalmente ter uma postagem minha (#Geniodomalfeelings), MUAHAHAHA! Mas o que dizer? Pelo visto vocês parecem apreciar maluquices, pelo menos é o que a Skitter diz. Acho que para variar, a Voz da Razão tem uma. Lá vai:
Você já viu uma máquina de pão? Provavelmente sim. É um treco grande, que varia cores do branco ao prata e finalmente ao preto. É como um daqueles carros novos, quadrados, exceto por um detalhe: Ela faz pão.
Ah sim leitores, fico feliz em dizer, que a maravilhosa máquina de pão além de tudo, realmente faz pão! E não só pão! Pão de passas, nozes, banana, frutas cristalizadas, panetones e bolos de todos os sortilégios.
Mas meu Deus! Que bom que me disse! Eu quero uma dessas agora!
Espere! Tem mais!
Tem?
Tem! Você sabia que você pode colocar os ingredientes nessa maravilhosa máquina na noite anterior, e de manhã, quando você acordar para trabalhar, ir a academia, ou sentar na sua poltrona e assistir novelas mexicanas o dia todo, ficando a cada dia mais sedentário e gordo, o seu pão estará esperando por você, quentinho?
Legal. Agora você sabe. A maldição agora está com você. "Que maldição?" você pergunta. Bem, é uma longa história. Essa maravilhosa máquina surgiu no mercado brasileiro há uns 6 anos e é aí que nossa história tem início.
"O que é isso?"
Pergunta minha mãe ao moço do mercado. Pobre de nós. Não sabíamos o quanto éramos sortudas em ser ignorantes quanto àquilo.
"É uma máquina de fazer pão."
Respondeu o rapaz, que devia ter uns 17 anos, provavelmente em seu primeiro emprego. Até aí tudo bem. O rapaz já tinha se feito entender. A nossa frente estava o futuro das donas de casa não prendadas o bastante para fazer seu próprio pão-de-forma. Ponto. Mas, sem ser convidado, sem saber já incuravelmente infectado pela maldição, o cara continuou:
"Você sabia, que pode programar na noite anterior para que quando você acorda, o pão 'tá quentinho esperando por você?"
O mundo se iluminou para minha mãe e para minha mãe. Pão quentinho e novo todas as manhãs? Parecia um sonho! Pelo que rezamos toda a vez que repetimos "o pão nosso de cada dia nos dai hoje"! E olha que eu nem gosto de pão de forma, mas mesmo assim, a ideia de que a máquina o faria por mim, era incrivel. Mas graças a vontade constante de perder peso, da temporada de cortes econômicos, ao IPI elevado, e à preguiça de carregar a dita cuja para o carro, a nossa querida máquina, infelizmente, continuou no mercado. Fim da história. Fim? Ou apenas o começo?
A maldição continua... O tempo passou. Skitter encontrou sua vocação para a escrita, o blog ganhou destaque na sua vida, mudou de design algumas vezes, entre outras coisas. Para todos os efeitos, mais ou menos cinco anos se passaram. E a máquina de pão jamais se manteve longe. Jamais.
Assistindo à Polishop na casa da minha avó, o ator contratado na tevê dizia-se entusiasmadíssimo.
-...E você não acredita no que essa maquinhinha faz por você. Quer ver? Você vai a-do-rar, ADORAR! - Ele vai até a bancada, abastecida com todo o sortimento do comidas e de "brindes" que você ganharia se ligasse AGORA! - Olha só... Você programa ela assim, ó - E mostrava como apertar os diversos botões - Coloca os ingredientes. - E quebrava alguns ovos, depois colocava algumas xícaras de farinha. - E de manhã quando você acordar, ele vai estar lá quentinho, esperando por você! Não é o máximo?!
E lá estava ela, sendo filmada de vários ângulos. E a coisa não parou por aí. Durante os próximos anos, eu e minha mãe fomos forçadas a aguentar a nós mesmas enquanto falávamos o refrão do "você sabia que..." toda a vez que víamos uma máquina dessas, só pelo prazer de ver as expressões de surpresa no rosto dos leigos de máquinas de pão, infectando-os a maldição do discurso panificador.
Passamos, nós duas, tanto esse conhecimento, que chegou um momento que todos ao nosso redor já sabiam sobre a maravilhosa geringonça padeira. E a maldição se autodestruiu por um tempo.
Entrando no ensino médio, com sonhos terríveis sobre reprovação, livros bestantes (e do Peeta me dando um pão), a máquina de pão era a ultima coisa que se passava na minha cabeça até que...
01/04/2012.
Aproximadamente 11:36.
Dia da mentira.
Um pai e suas duas filhas, uma de 14 e a outra de 6... Digo 8 anos, comem o café da manhã à mesa da cozinha tranquilamente. O pai pega o pão de forma de cima da mesa para cortá-lo e tudo acontece em câmera lenta. Antes que eu pudesse dizer "NÃÃÃÃÃO" e dar uma de Matrix para tirar o pão da mão dele, era tarde demais.
-Foi a vovó quem fez para mim. Comprei uma máquina de pão para ela. Sabia que se você programar... Tentei chamar meus ninjas acionados por telepatia, em uma tentativa frustrada de poupar o jovem cérebro da minha irmã da maldição, mas nenhum deles apareceu.
E então... A maldição retornou...
Skitter - A Maluca do Blog (Eu to bem, tá gente? :) )
Razz - A Voz da Razão (Por enquanto...)
21 de mar. de 2012
Almoço em família
Oi gente... Faz um tempinho que não posto depois dos comentários que eu recebi da divíssima Cleidyane Kate Angel (Clique no divíssimo nome para conhecer o divíssimo blog), eu fiquei me sentindo cruel com este fato. Então estou postando algo que eu iria mandar para um concurso, mas que eu perdi o prazo. Espero que gostem.
Obs.: - Minha família incluída nesta crônica: Nada escrito aqui tem a intenção de magoar (se é que magoa), humilhar ou expor. Caso se sintam assim só me deixem um comentário e eu juro que retiro, ok?
-Kate, muuuuuuitíssimo obrigada pelos seus comentários nos meus últimos textos, realmente me deixou nas nuvens saber que você me colocou no seu mural. Sua consideração é incrível para mim. Espero que você também tenha muito sucesso nessa empreitada que ambas estamos empreendendo.
-Sem mais delongas, aqui vai o dito cujo:
Obs.: - Minha família incluída nesta crônica: Nada escrito aqui tem a intenção de magoar (se é que magoa), humilhar ou expor. Caso se sintam assim só me deixem um comentário e eu juro que retiro, ok?
-Kate, muuuuuuitíssimo obrigada pelos seus comentários nos meus últimos textos, realmente me deixou nas nuvens saber que você me colocou no seu mural. Sua consideração é incrível para mim. Espero que você também tenha muito sucesso nessa empreitada que ambas estamos empreendendo.
-Sem mais delongas, aqui vai o dito cujo:
-Prometoque esse é o meu último cigarro!
Disse a tia Helena apagando o toco,jogando-o no chão e pisando nele. Todos bateram palmas e gritaramencorajando-a. Sorri, animada com a perspectiva.
-Eu prometo que essa é a minhaúltima cerveja! – Disse a tia Ivete, com a voz já arrastada por já ter passadoum pouco do limite. – De todas.
Acrescentou. Todos riram, mas tambémencorajaram. Eu dei pulinhos de alegria, pensando na festa que tudo setornaria.
-Eu prometo que esse ano, vou fazerdieta e emagrecer 20 quilos!
A prima Jéssica disse sorrindo paratodos. Todos aplaudiram, e gritaram também, e eu, inocente na minha poucaidade, me juntei a eles. Os fogos começaram, anunciando o ano novo. Naquele momento as promessas estavam valendo.Do meu lugar na roda da minha família, onde avós, avôs, tias, tios, netos,sobrinhos, sobrinhas, filhos, filhas, sobrinhos-netos, primas, primos,agregadas e agregados davam as mãos, no meio do estacionamento do condomínio doapartamento da minha avó, com os olhos admirados brilhando sob os fogos dediversas cores, eu imaginei que aquele ano só traria coisas incríveis para afamília toda.
Quandofomos todos dormir apertados nos colchões espalhados pela casa, já era muitodepois da meia noite. Roncos de todos os tipos saiam de todas as bocas povoandoa sala, mas estava tão cansada que nem notei.
No dia seguinte, ninguém acordouantes das 11 horas, apenas todas as tias, que foram para a cozinha logo cedo,ligando fornos, abrindo e fechando gavetas, cortando e picotando carne, legumese salada, misturando coisas, e fazendo um barulho infernal. Apesar disso,quando fui acordada pelos sons que vinham da cozinha, nem pensei em me meter porlá para pedir que abaixassem o volume. Tudo o que conseguiria fazer é levar umacolherada de madeira na cabeça e ser vítima de um gritocídio. Deixe-meesclarecer as coisas. Quando uma mulher cozinha para muitas pessoas, seu corpolibera alguma coisa que a deixa nervosa.
Agoraquando várias mulheres com opiniões diferentes cozinham, as mesmas coisas, paratoda uma família de dez irmãos, seus corpos liberam duas vezes mais essasubstância, que eleva a irritação de uma mulher, criando a ilusão de uma“segunda TPM”, e faz com que qualquer forasteiro que se meta na cozinha, servítima de um gritocídio, que não é nada mais nada menos do que um homicídiocausado por irritação extrema.
Então, sem vontade de voltar adormir, e sem vontade de ser gritossassinada, assisti aos desenhos na televisão,pairando acima dos colchões onde muitos ainda dormiam, e espremida no sofá,onde um dos meus primos dormia, roncando alto.
13horas e o almoço estava servido. Os que não tinham acordado até àquela hora,receberam pontapés, gritos, sacudidelas e acredite se quiser, até copos deágua, e cubos de gelo no pijama. A mesa foi posta depois que todos estavamsentados aos seus lugares, esfregando os rostos de sono e reclamando da vida. Amaioria dos meus primos mais velhos estava com uma baita ressaca, não que eusoubesse o que era aquilo na época, e as crianças da família faziam um rebuliçoacerca da mosca que voava acima da mesa. Os pratos foram chegando, quentes efumegando da cozinha da minha avó, que sentavam na ponta de mesa, lambendo oslábios enrugados.
Grandes panelões de arroz e feijãoforam os que chamaram mais a minha atenção, mas não eram tudo. Havia arroz,como vovó dizia, metido a besta, todo enfeitado, com passas, ervilhas, milho,salsicha, passas, manga e tudo o que se pudesse imaginar. Lombo aindaborbulhando do forno chegou logo depois e então não apenas um, mas dois perusrecheados foram pousados na mesa. Notei que algo estava errado. Não havia sinalda tia Ivete, nem da tia Helena e muito menos da Jéssica. Mas como ninguém feznenhuma objeção, não me importei, até porque, mais pratos chegaram.
Lingüiça, macarrão com almôndegas,ovos cozidos, bacalhau com batata, torta salgada, farofa, maionese, salpicão,strogonoff de carne, frango e camarão, bobó de camarão e até uma sopa especialpara a vovó. Toda aquela comida deixou um monte de gente desalojada, obrigada a ircomer no sofá. Comi muito naquele almoço, mas honestamente, não me lembro nemda metade. Todos se serviram, comeram, se serviram de novo, comeram e fizeramuma pilha de pratos sujos na pia. As únicas coisas sobreviventes em cima damesa, além de raspas das panelas e potes eram três coxas de peru. Minha mãecolocou em um pote plástico e me entregou dizendo:
-Faz um favor filha? Encontra a suatia Helena, sua tia Ivete e a sua prima Jéssica, porque elas não comeram nada.Dê uma coxa para cada uma, entendeu?
Fiz que sim com a cabeça, animadíssimacom a missão, incumbida a mim pela minha mãe. Saltitando fui atrás de umchinelo. Lembrei que os tinha usado para tomar banho antes da virada do ano. Aporta do banheiro estava trancada quando a forcei. Bati na porta, e a voz datia Helena veio lá de dentro.
-Quem é?
Essaestava muito fácil! Pensei comigo mesma. Mas porque estava trancada no banheiro a manhã toda?
-Sou eu tia. Quero pegar uma coisa ete entregar outra.
Ela destrancou a porta e entrei. O cheirome atingiu e era inegável. Assim que entrei e eu soube. Tinha diante de mim, aprimeira perjura.
-O que quer me entregar? São essascoxas?
Não disse nada, perturbada por elater quebrado a promessa de ano novo, logo no nosso primeiro almoço em famíliado ano – e que provavelmente seria o último. Por pura pirraça, não lheentreguei a coxa destinada a ela e nem lhe dirigi palavra alguma. Com o chinelocalçado, fui a caça da minha tia e da sua filha, certa de que onde estivessem,estariam cumprindo as promessas a risca. E foi quando tive a idéia de comer aprimeira coxa de peru. Ora, quando minha cachorrinha fazia algo certo, mamãedava a ela um bifinho para cachorro. Se tia Helena tinha feito algo errado, nãomerecia a coxinha, certo?
Mesmo estando cheia, empurrei paradentro, acreditando estar fazendo justiça com as minhas pequenas mãozinhas.Perguntei ao porteiro se minha tia e prima tinham saído. Ele me respondeu combom humor que uma não tinha encontrado a outra por cinco minutos. Ambas tinhamido até a esquina, mas minha tia virara na direção do bar e sua filha fora nadireção do mini mercado à duas quadras dali. Pedi que ele abrisse o portão e láfui eu, em direção ao bar na esquina. Na metade da quadra, vi Jéssica voltandocom uma sacola do mercado. Quando o sol bateu na sacola, vi algo brilhar. Outinha roubado alguma prataria, ou tinha em mãos vários pacotes com plásticolaminado. Disso eu entendi com certeza. Quando me viu aproximar, escondeu asacola atrás de si. Pensando um pouco, tive certeza. Estava diante da segundaperjura.
-Oi linda. Tudo bem? Sua mãe sabeque está aqui fora?
Fiz que sim e ela logo foi emdireção ao condomínio. Jogou a sacola na caçamba de lixo e quando desapareceuportão adentro, eu espiei lá dentro, recusando-me a acreditar. Dois pacotes daminha bolacha recheada preferida e um daqueles salgadinhos fajutos de milho.Não pude acreditar naquilo. Não sabia o que me deixava mais irritada: Ter puladonosso almoço em família para comer porcarias, quebrado a promessa, ou por nãoter me dado uma bolacha. Olhei para o pote na minha mão com raiva. Jéssicatambém tinha sido má, não merecia sua coxa, assim como a nossa tia.
Com esforço, coloquei a segunda coxapara dentro e joguei o osso na caçamba. Continuei meu caminho na direção dobar. A tia Ivete iria cumprir a palavra, eu sei que ia. Ela era professora. Aminha professora me dava aula desde o pré e nunca mentia. Ela dizia que mentiraera uma coisa muito feia, e fazia a gente se sentir muito mal consigo mesmo eela estava certa. Se a minha tia era professora, devia ensinar aos alunos delaexatamente a mesma coisa. Então, saltitante e confiante, fui em direção ao bar.Hoje não me surpreende muito ao lembrar que uma terceira lata de cerveja foiesvaziada na hora em que virei a esquina, pousando na mesa ao lado das outrasduas vazias e tombadas.
Lembro-me de com uma carrancahorrível, engolir a terceira coxinha, jogar o osso longe e com o estomagodilatado e doendo, o coração partido, e a percepção mudada, correr de volta aocondomínio e ficar balançando tristemente no balanço do parquinho, amaldiçoandobaixinho aquele ano, por não mudar tudo na vida dos meus familiares. Não foi naqueleano que tudo se resolveu. As promessas não duraram nem até o típico primeiroalmoço de família do ano – E tipicamente o único – E logo depois as três nemtentaram mais esconder. Mas elas foram refeitas no ano seguinte. Mas naqueleano, eu tinha uma promessa especial, que gritei ao mundo:
-Eu prometo que a partir de hoje,nunca mais acreditar em promessas de ano novo.
Skitter - A Maluca do Blog (Vocês votariam em mim?)
Razz - A Voz da Razão (Realmente não estávamos seguindo você Kate, mas agora estamos. Desculpe o engano)
10 de fev. de 2012
Aniversário
Dia 07 foi o meu aniversário, mas não importa o quanto eu tentava, não conseguia pensar no que postar para vocês. Tudo o que eu postar agora será de extremo improviso para comemorar meu aniversário junto aos melhores leitores do mundo.
"Just dance... Never stop..."
Diziam as palavras como todas as musicas modernas, com o intuito de fazer todos dançarem, apesar de apenas acossar as pessoas contra as paredes de vergonha dos movimentos necessárias para dançá-la. O som estava tão alto que fazia meus òrgãos pulsarem dentro do meu corpo. Eu não estava acostumada àquilo.
Na verdade eu nem queria vir, mas a festa era minha. Beckie havia dado-a para mim, o que a tornava mais dela do que minha,mas ela não me deixou faltar de qualquer modo. Eu só queria estar em casa comendo o bolo que minha mãe fizera para mim e afinando o violino novo que meu pai comprara de presente. Ao invés disso estava sendo jogada de um lado para o outro por corpos dançantes e suados.
"I had... The time of my life..."
Quando o primeiro verso soou,eu já sabia o que estava por vir. Era minha música. Eu gostava da versão original, mas aquele era o remix. Mesmo assim, Beckie fez questão de me chamar até o centro da pista de dança. Timidamente, caminhei por entre os rostos estranhos e cheguei até lá.
-Senhoras e senhores! Nossa aniversariante! - Todos gritaram e aplaudiram-me. - Quem será o sortudo que dançará com ela essa noite?
Gritos de nomes voaram pela festa acima do som, ininteligíveis no meio de toda aquela bagunça.
-Mas nenhum de vocês quis levar ela ao baile não é? Marmanjos interesseiros... Quem me ama?!
Todo mundo gritou e Beckie riu distribuindo beijos para as pessoas e acenando como se fosse uma celebridade em um tapete vermelho.
-Ótimo,ótimo, todos me amam. Mas nenhum de vocês vai dançar com ela. Eu já combinei com ele. Vem até aqui seu nerd nojento!
Ela chamou. Então Beckie estava tentando me arranjar alguém novamente? Bem, pelo menos dessa vez não deveria ser nenhum jogador de futebol inalcalçavel. E realmente não era. Axl Davis era um nerd com N maiúsculo e nem fazia questão de esconder. Seus grandes óculos Ray-ban não escondiam os perfeitos olhos azuis, mas destacava-os. Sua camiseta com a estampa de Super Mário World indicava a sua fascinação parecida com a minha por videogames antigos.
Havíamos nos encontrado algumas vezes e conversado na escola,mas sempre timidamente. Naquela noite, ele era o único garoto daquele salão com quem eu queria dançar. Um rosto conhecido no meio de uma multidão de estranhos. Quando começamos a dançar, ousando um ou outro movimento diferente para o público ao nosso redor, eu sabia que não era um final feliz nem nada.
Ele provavelmente não era o meu príncipe encantado e aquela não era a minha noite Cinderella, mas enquanto dançava, a única coisa que eu podia pensar é que aquele era meu dia. Apenas meu desde o dia que eu nascera.
Tentei parar com aquela coisa final feliz e tudo o mais, mas eu sou uma romântica incorrigível, e fica difícil para mim. Mas espero que tenham gostado. Logo posto alguma coisa que preste ok? Um beijo!
Skitter - A maluca do blog
31 de dez. de 2011
Querido 2012...
"Querido 2012
Tire aquelas lágrimas que derramamos em 2011 e transforme em sorrisos. Pegue aquelas desgraças que aconteceram, terremotos, enchentes, e tudo de mal que nos assolou durante o ano que se passou e transforme em alegrias futuras. Pegue aquela solidão que aquele menino sentiu e transforme em amor que ele sente por aquela menina, sua cinderela. Pegue aquela distância e a diminua para que ambos possam ficar juntos. Cure os cortes nos braços errados. Transforme sapos em príncipes - porque todas estamos fartas de sapos - e falsos principes em sapos - para que aprendam a ser humildes. Cure corações partidos. Limpe a bagunça que deixamos e faça com que ela vire uma bela imagem. Faça milagres de se for possível. Faça com que aquelas pessoas que não acreditam neles, olhem para o céu e vejam a Deus sorrindo para eles.
2012, seja bom. Faça o fim valer a pena.
PS: Faça com que ele me ame."
Preguei a carta à árvore e voltei para o banco de pedra. A neve continuava caindo na nossa cidade eu apostava, mas não ali, no calor da Califórnia. O natal já tinha passado fazia 6 dias, e Papai Noel não tinha atendido o único pedido que tinha feito à ele. "Papai Noel, por favor, só quero ele de natal.". Quando acordei não havia nada debaixo da árvore, não que eu esperasse que ele estivesse lá. Já era grandinha o bastante para saber que Papai Noel era uma lenda inventada pelas lojas de departamento para vender mais brinquedos no natal, mas não custava tentar. Ultimamente, eu estava ficando sem opções.
Quero dizer, um dia ele teria que ver certo? Ele não era o mais bonito, suas roupas se limitavam à camisas xadrez, calças jeans e moletons soltos, e seus interesses à video games, discos de vinil e revistas em quadrinhos. Um nerd embalado para a viagem. Mas eu o amava. Era inteligente, engraçado, meu melhor amigo. Mas nada do que eu fazia o fazia ver.
Observei o a brisa fresca que vinha do mar balançar a carta presa e levantei-me suspirando. Tinha uma festa para ir. Não queria me atrasar.
Quando nosso carro chegou à praia, a galera do outro já tinha acendido a fogueira.
-Achei que tinham ficado presos na neve!
Gritou um deles de brincadeira, provocando Dave que estava no volante. Ele revirou os olhos e saiu do carro. Eu, no banco do carona desci atrás dele, e o trio de garotas escandalosas que vinha conosco desceram do banco de trás, rindo e tropelando-se umas as outras como se estivessem bêbadas.
-Nelly, você está bem?
Dave perguntou.
-Sim, porque não estaria?
-Por nada.
Ele respondeu dando de ombros.
Os fogos começaram a ser lançados por toda a praia, explodindo em milhões de formas e cores. As três meninas escandalosas, se agarravam no garoto que gritara para Dave e explodiam em gritinhos a cada fogo no céu, como se não esperassem por aquilo. Eu e Dave ficamos sentados no tronco ao lado da fogueira, olhando para o céu distraidamente.
-Então, quem é ele?
Dave perguntou, não mais do que de repente.
-Ele quem?
Perguntei. Ele estava fazendo perguntas estranhas naquela noite.
-Ele por quem você pede. Sua mãe me falou que estava preocupada porque você pediu "Ele" ao Papai Noel, e eu achei isso no parque hoje.
Ele disse levantando a carta.
-Pode ser de qualquer um.
Eu disse, ficando vermelha. Nunca imaginei aquilo daquele jeito.
-É a sua letra.
Suspirei.
-Ele é incrivel.
Eu disse simplesmente. Ele fez que sim, a boca virando uma linha fina olhando longe no mar. Ele tinha ciúmes, conclui com um gosto bom na boca.
-É mais alto do que eu?
Perguntou.
-Nem um centímetro sequer.
Eu disse sorrindo.
-É mais bonito?
-Não, não mesmo...
-É mais forte.
-Não.
-Então porque o quer?
Os fogos começaram com um barulho ensurdecedor, iluminando o céu com suas luzes coloridas de diversas cores. Todas as meninas começaram a gritar, e os meninos riam das reações delas. Ah que se danasse! Puxei-o para perto e o beijei. Se não entendia todos, pelo menos entenderia aquilo. Todos riram de nós e nos molharam de champagne gritando.
-E ele?
Ele perguntou.
-No ano passado eu escrevi uma carta pedindo por ele. Esse ano, começamos a narmorar.
24 de dez. de 2011
Natal
A neve caia absoluta por todos os lados, fofa como só ela poderia ser. Linda como a vida, gelada como a morte. Todos estavam dentro de casa, com seus perus recheados, porcos ou peixes feitos no forno e outras iguarias que só existiam na noite de natal. Mas não haveria isso para mim. Dentro de cada uma daquelas casas, árvores esperavam pelos presentes do suposto Papai Noel, e meias penduradas acima da lareira esperavam presentes e não carvão. Mas daquilo tudo, nada era para mim.
No orfanato o dinheiro era pouco, mesmo naquela época em que todos estavam dispostos a doar. Mal dava para ligar o aquecimento a noite para que pudéssemos dormir e acordar com todos os dedos no lugar. Não sobrava dinheiro par a árvore, meias na lareira, e nem mesmo para os presentes. Só recebiam aqueles que estavam em processo de adoção, que recebiam dos futuros pais adotivos, ou dos parentes que pediam suas guardas, tias e tios que lotavam o refeitório em dia de visita. Mas nada havia para mim.
-Mike, a árvore não tem folhas desde o outono. Posso te ver ai em cima.
Eu disse, dando um impulso leve no balanço com meu pé coberto por um sapato de boneca. Minhas pernas estavam geladas por estarem vestidas apenas com uma meia calça preta, mas a saia de lã, o suéter e o cachecol esquentavam o resto do corpo, sem falar nas luvas e no gorro preto. Acima de mim, Mike pairava nos galhos agora brancos da árvore, balançando as pernas alternadamente.
-16 anos. Achei que estava velha demais para balanços.
-17 anos. Acho que está velho demais para ficar subindo em árvores.
-Toucheé. - Ele disse, pulando para um galho mais próximo na árvore nua de folhas. - Vim ver o que estava fazendo aqui fora. É quase meia noite. Vamos começar a ceia daqui a pouco.
Suspirei.
-Então daqui a pouco eu vou.
Disse olhando longe, pensando onde estariam os pais que nunca vieram me buscar.
-Ainda está brava comigo?
Ele perguntou.
-Amanhã é seu aniversário, junto com o de Nosso Senhor. Não posso ficar brava com você.
Ficamos em silêncio por algum tempo. No dia seguinte, dia de natal, depois que Papai Noel tivesse visitado todas as casas do mundo, mas esquecido dos orfanatos, talvez pela vigésima vez seguida, Mike faria 18 anos. Então teria que arrumar suas coisas, e arranjar um jeito de se virar. Ele já havia arranjado um emprego, que começaria depois dos feriados, mas ainda precisava de um lugar para morar. E ainda havia outra questão. Eu.
Havíamos crescido juntos. Passáramos por 16 natais, e em cada um deles, dávamos um jeito de trocar presentes. Uma pedra por uma concha daquela viagem a praia. Uma pipoca do não estourada do fundo da panela, por um remendo para a roupa. Mas agora, no nosso 17º natal, ele iria embora e provavelmente nunca mais iriamos nos ver.
Ele iria para Nova York tocar seu violão nas ruas, e eu iria para Harvard, tentar Advocacia ou Medicina. Nossos destinos não estavam destinados e se entrelaçar. Mas isso não me deixava brava. Me deixava deprimida.
-Quem diria. Acho que é o natal que mais nevou desde que estamos aqui não é, Linda?
-Acho que sim.
Respondi. Ficamos mais um tempo em silêncio. Ele pulou da árvore e parou o balanço.
-Eu te trouxe uma coisa.
Porque não ia embora logo? Se era para passarmos o natal longe um do outro, porque não ia de uma vez? Mas minha curiosidade me fez levantar do balanço.
-O que?
Eu não tinha nada para ele. Estivera tão chateada que não tinha revirado a casa atrás de alguma coisa que pudesse lhe dar.
-Olha para cima.
Quando olhei, um único tom de verde e vermelho chamou minha atenção na árvore desnuda de folhas. Um galhinho de visco estava amarrado no grosso galho onde o balanço estava amarrado.
-Você é um idiota sabia?
Perguntei, deixando um sorriso escapar.
-Posso ser um idiota, mas esse ano, eu sou seu presente de natal, Linda VonCliff.
Ele disse chegando perto e extinguindo a distância entre nós, brindando ao aniversário de Nosso Senhor com um beijo.
Feliz natal leitores e leitoras do meu Brasil varonil e do meu Blogzil maluquil... Um beijo! E até o ano novo! Ah e caso eu tenha leitores judeus, feliz Hannukah! (É assim que escreve não é? Perdão se estiver errado).
Skitter - A Maluca do Blog
Razz - A Voz da Razão
No orfanato o dinheiro era pouco, mesmo naquela época em que todos estavam dispostos a doar. Mal dava para ligar o aquecimento a noite para que pudéssemos dormir e acordar com todos os dedos no lugar. Não sobrava dinheiro par a árvore, meias na lareira, e nem mesmo para os presentes. Só recebiam aqueles que estavam em processo de adoção, que recebiam dos futuros pais adotivos, ou dos parentes que pediam suas guardas, tias e tios que lotavam o refeitório em dia de visita. Mas nada havia para mim.
-Mike, a árvore não tem folhas desde o outono. Posso te ver ai em cima.
Eu disse, dando um impulso leve no balanço com meu pé coberto por um sapato de boneca. Minhas pernas estavam geladas por estarem vestidas apenas com uma meia calça preta, mas a saia de lã, o suéter e o cachecol esquentavam o resto do corpo, sem falar nas luvas e no gorro preto. Acima de mim, Mike pairava nos galhos agora brancos da árvore, balançando as pernas alternadamente.
-16 anos. Achei que estava velha demais para balanços.
-17 anos. Acho que está velho demais para ficar subindo em árvores.
-Toucheé. - Ele disse, pulando para um galho mais próximo na árvore nua de folhas. - Vim ver o que estava fazendo aqui fora. É quase meia noite. Vamos começar a ceia daqui a pouco.
Suspirei.
-Então daqui a pouco eu vou.
Disse olhando longe, pensando onde estariam os pais que nunca vieram me buscar.
-Ainda está brava comigo?
Ele perguntou.
-Amanhã é seu aniversário, junto com o de Nosso Senhor. Não posso ficar brava com você.
Ficamos em silêncio por algum tempo. No dia seguinte, dia de natal, depois que Papai Noel tivesse visitado todas as casas do mundo, mas esquecido dos orfanatos, talvez pela vigésima vez seguida, Mike faria 18 anos. Então teria que arrumar suas coisas, e arranjar um jeito de se virar. Ele já havia arranjado um emprego, que começaria depois dos feriados, mas ainda precisava de um lugar para morar. E ainda havia outra questão. Eu.
Havíamos crescido juntos. Passáramos por 16 natais, e em cada um deles, dávamos um jeito de trocar presentes. Uma pedra por uma concha daquela viagem a praia. Uma pipoca do não estourada do fundo da panela, por um remendo para a roupa. Mas agora, no nosso 17º natal, ele iria embora e provavelmente nunca mais iriamos nos ver.
Ele iria para Nova York tocar seu violão nas ruas, e eu iria para Harvard, tentar Advocacia ou Medicina. Nossos destinos não estavam destinados e se entrelaçar. Mas isso não me deixava brava. Me deixava deprimida.
-Quem diria. Acho que é o natal que mais nevou desde que estamos aqui não é, Linda?
-Acho que sim.
Respondi. Ficamos mais um tempo em silêncio. Ele pulou da árvore e parou o balanço.
-Eu te trouxe uma coisa.
Porque não ia embora logo? Se era para passarmos o natal longe um do outro, porque não ia de uma vez? Mas minha curiosidade me fez levantar do balanço.
-O que?
Eu não tinha nada para ele. Estivera tão chateada que não tinha revirado a casa atrás de alguma coisa que pudesse lhe dar.
-Olha para cima.
Quando olhei, um único tom de verde e vermelho chamou minha atenção na árvore desnuda de folhas. Um galhinho de visco estava amarrado no grosso galho onde o balanço estava amarrado.
-Você é um idiota sabia?
Perguntei, deixando um sorriso escapar.
-Posso ser um idiota, mas esse ano, eu sou seu presente de natal, Linda VonCliff.
Ele disse chegando perto e extinguindo a distância entre nós, brindando ao aniversário de Nosso Senhor com um beijo.
Feliz natal leitores e leitoras do meu Brasil varonil e do meu Blogzil maluquil... Um beijo! E até o ano novo! Ah e caso eu tenha leitores judeus, feliz Hannukah! (É assim que escreve não é? Perdão se estiver errado).
Skitter - A Maluca do Blog
Razz - A Voz da Razão
15 de dez. de 2011
À Batalha
-Senhor, estão todos posicionados, apenas esperando pela sua ordem. Sua rainha está ao seu lado, não se preocupe. Se houver algum problema realmente sério, seus fiéis conselheiros também estão prontos para o que der e vier, ninguém nunca sairá do seu lado, até o amargo fim. Os cavaleiros portando seus estandartes também irão ao seu lado senhor, ágeis como nenhum outro. Se a coisa chegar até eles, tenha certeza que darão conta dos recados. O que? As torres? Carregadas de arqueiros. Sim senhor. Prontas. Os guerreiros estão em posição. Não parecem importar muito, mas todos estão aqui, prontos para vencer ou morrer tentando pelo senhor.
-Olhe meu rei, parece que o exército inimigo está pronto. Devemos começar?
-Ah sim. Estamos prontos para começar. Não terei medo e jamais desistirei. O jogo só acaba, quando ou eu ou meu oponente estivermos mortos. AVANTE CAVALEIROS! LUTEM PELO SEU REINO!!!
Então gente, esse mês a Turma da Mônica Jovem fez uma edição ao estilo manual de xadrez, o que me desagradou um pouco, mas inspirou pacas. Então... Como perceberam, sim é um jogo de xadrez de que se trata o texto e não, isso não é jogo de velho. Já perdi horas - perdendo - com o meu pai. É ótimo para a mente, e uma mente sã...
-Não escreve bons textos.
Por isso eu sempre perco, querida Razz.
-Sim, é por isso. ¬¬
Skitter - A Maluca do Blog (Que perde no xadrez exclusivamente para que vocês recebam minha maluquice!)
Razz- A voz da Razão (Ela perde porque é ruim mesmo)
-Olhe meu rei, parece que o exército inimigo está pronto. Devemos começar?
-Ah sim. Estamos prontos para começar. Não terei medo e jamais desistirei. O jogo só acaba, quando ou eu ou meu oponente estivermos mortos. AVANTE CAVALEIROS! LUTEM PELO SEU REINO!!!
Então gente, esse mês a Turma da Mônica Jovem fez uma edição ao estilo manual de xadrez, o que me desagradou um pouco, mas inspirou pacas. Então... Como perceberam, sim é um jogo de xadrez de que se trata o texto e não, isso não é jogo de velho. Já perdi horas - perdendo - com o meu pai. É ótimo para a mente, e uma mente sã...
-Não escreve bons textos.
Por isso eu sempre perco, querida Razz.
-Sim, é por isso. ¬¬
Skitter - A Maluca do Blog (Que perde no xadrez exclusivamente para que vocês recebam minha maluquice!)
Razz- A voz da Razão (Ela perde porque é ruim mesmo)
10 de dez. de 2011
Madrugada
Então, sabe aquelas noites que você não consegue dormir? Em que seus irmãos estão assistindo um filme de guerra na sala e você está deitada na cama, ouvindo os tiros, pensando na morte da bezerra? Quero dizer, não que haja morte de bezerras em filmes de guerra... Vocês me entenderam... Bem, cá estou eu, extamente 23 horas da noite de um sábado, acordada, de pijama, banho tomado, dentes escovados, porém em uma cama que não é minha e que fica ao lado de um computador. Claro que tentei fechar os olhos e pedir a mim mesma que não olhasse para o computador, mas meu instinto de blogueira falou mais alto.
O computador ligado no mesmo quarto que você é como uma torneira pingando em algum lugar da casa. Aquele ping ping faz você se questionar de onde ele vem, se há defeito na torneira, de onde veio a primeira torneira, será que os aliens tem torneiras? Torneiras poderiam dominar o mundo e se podem, qual o sentido de vivermos aqui nesse mundo azul cheio de águas que descem por canos até as torneiras que pingam durante a noite? Mas com um computador, a coisa é um pouco melhor e vai menos longe, porque quando criamos a coragem de sentar a frente do monitor que ilumina nossos rostos com sua luz azul, o sábio Google está lá para nos orientar e atender às questões como porque as bruxas são ligadas ao mal, e porque o quarto livro de Eragon existe quando Christopher Paolini prometeu que seriam 3 e porque demora TANTO para ser traduzido.
Em resumo, não há nada que seduza mais na face da terra do que o zum ininterrupto e baixinho de um computador que não está sendo utilizado. Pelo menos não para uma escritora. A não ser é claro que meu lado adolescente fale mais alto, e a cama grite por mim, mais alto que o sussuro do monitor.
Ping Zum Ping Zum Ping Zum...
Skitter - A Maluca do Blog
O computador ligado no mesmo quarto que você é como uma torneira pingando em algum lugar da casa. Aquele ping ping faz você se questionar de onde ele vem, se há defeito na torneira, de onde veio a primeira torneira, será que os aliens tem torneiras? Torneiras poderiam dominar o mundo e se podem, qual o sentido de vivermos aqui nesse mundo azul cheio de águas que descem por canos até as torneiras que pingam durante a noite? Mas com um computador, a coisa é um pouco melhor e vai menos longe, porque quando criamos a coragem de sentar a frente do monitor que ilumina nossos rostos com sua luz azul, o sábio Google está lá para nos orientar e atender às questões como porque as bruxas são ligadas ao mal, e porque o quarto livro de Eragon existe quando Christopher Paolini prometeu que seriam 3 e porque demora TANTO para ser traduzido.
Em resumo, não há nada que seduza mais na face da terra do que o zum ininterrupto e baixinho de um computador que não está sendo utilizado. Pelo menos não para uma escritora. A não ser é claro que meu lado adolescente fale mais alto, e a cama grite por mim, mais alto que o sussuro do monitor.
Ping Zum Ping Zum Ping Zum...
Skitter - A Maluca do Blog
21 de nov. de 2011
Nem tudo é o que parece ser...
Seus olhos se enganavam? O velho e rabugento homem, seu vizinho, andava de mãos dadas na calçada ao lado de uma linda jovem? Desde que se mudara, nunca o vira sequer olhar para nenhuma mulher da vizinhança, nem tampouco mulher nenhuma. Iluminada pela luz do sol transpassada pelas laranjas folhas outonais, o cabelos castanho caía sobre os ombros e os olhos luziam e enrugavam nos cantos quando ela ria das piadas do velho, que o jovem que espiava pela janela não podia ouvir.
Decidido a tirar a limpo essa história estranha, desceu as escadas e saiu da casa, enquanto a moça se despedia do velho na varanda da sua casa. A jovem de olhos cor-de-mel foi gentil quando abordada pelo curioso rapaz. Com um sorriso que parecia ter sua própria luminescência e com muita calma, ela explicou a ele que era filha do senhor, e que morava longe e quase nunca podia vir visitá-lo. Agora estava se mudando para a cidade e planejava ver o pai mais vezes. "Se este é o caso então, disse o jovem, aceita tomar um café comigo?".
Nos bancos engordurados do melhor café da minúscula cidade, conversaram por algumas horas, e não demorou para voltarem a se ver. Tanto se viram que o jovem passou a amar a moça, e ela retribuía o sentimento, sem dúvida nenhuma. E logo o casório estava montado, dois anos após se conhecerem. Aos olhos do rapaz, esperando no altar, vestida de branco, sua noiva parecia a mais linda de todas. Como costume ela entrou ao lado do pai, que com um flor vermelha na lapela, trazia mais lágrimas nos olhos do que a própria filha. "Não choro pai, ela disse quando ele a questionou antes de entrar na igreja, porque tenho certeza de que eu o amo".
A cerimônia foi simples, mas feliz, e a festa a dois, sem balada, álcool e nem nada. Logo a primeira filha do casal começou a crescer dentro do ventre da esposa. Foi uma correria só, todos se esforçando para fazer da gravidez a mais tranquila possível. Mas antes que a pequena Sophia completasse um ano a seus passinhos lentos com os pés gorduchos de bebê, o pai da moça, que agora era mãe, faleceu de causas naturais. No enterro toda a família chorava, e apesar de o rapaz que agora era pai, com a pequena Sophia a balbuciar no colo estar pronta para apoiar a esposa, ela era a única que não chorava.
Na verdade, estampava um sorriso pacífico enquanto encarava o rosto do pai pela última vez antes que seu corpo desaparecesse debaixo da terra, como se os dois compartilhassem um segredo que só os dois sabiam. O marido, depois de chegarem em casa e colocarem a pequena Sophia na casa, perguntou a ela porque ela não chorava. Calmamente como no dia que se conheceram, ela respondeu com a voz macia.
"Minha mãe morreu quando eu era pequena e eu virei a prioridade do meu pai. Mas ele deixou bem claro que quando eu não precisasse mais dele, ele iria embora, mas só então. E é por isso que não choro, porque tenho certeza de que ele tinha certeza, de que eu não precisava dele."
"Mas mães e pais deveriam ser eternos. Precisamos deles sempre."
"Na opinião dele, eu agora tenho você."
Surpreendentemente essa linda história/redação não foi de LP (Língua Portuguesa), foi de Artes! Exatamente, devíamos fazer um óculos malucos, e enfeitar com o que a gente gostava. Enquanto todos os com dons irritantes de desenho faziam Ipods, notas musicais, e sóis, eu escrevi toda essa história, e agora posso usá-la no rosto. =D
Skitter - A Maluca do Blog
Decidido a tirar a limpo essa história estranha, desceu as escadas e saiu da casa, enquanto a moça se despedia do velho na varanda da sua casa. A jovem de olhos cor-de-mel foi gentil quando abordada pelo curioso rapaz. Com um sorriso que parecia ter sua própria luminescência e com muita calma, ela explicou a ele que era filha do senhor, e que morava longe e quase nunca podia vir visitá-lo. Agora estava se mudando para a cidade e planejava ver o pai mais vezes. "Se este é o caso então, disse o jovem, aceita tomar um café comigo?".
Nos bancos engordurados do melhor café da minúscula cidade, conversaram por algumas horas, e não demorou para voltarem a se ver. Tanto se viram que o jovem passou a amar a moça, e ela retribuía o sentimento, sem dúvida nenhuma. E logo o casório estava montado, dois anos após se conhecerem. Aos olhos do rapaz, esperando no altar, vestida de branco, sua noiva parecia a mais linda de todas. Como costume ela entrou ao lado do pai, que com um flor vermelha na lapela, trazia mais lágrimas nos olhos do que a própria filha. "Não choro pai, ela disse quando ele a questionou antes de entrar na igreja, porque tenho certeza de que eu o amo".
A cerimônia foi simples, mas feliz, e a festa a dois, sem balada, álcool e nem nada. Logo a primeira filha do casal começou a crescer dentro do ventre da esposa. Foi uma correria só, todos se esforçando para fazer da gravidez a mais tranquila possível. Mas antes que a pequena Sophia completasse um ano a seus passinhos lentos com os pés gorduchos de bebê, o pai da moça, que agora era mãe, faleceu de causas naturais. No enterro toda a família chorava, e apesar de o rapaz que agora era pai, com a pequena Sophia a balbuciar no colo estar pronta para apoiar a esposa, ela era a única que não chorava.
Na verdade, estampava um sorriso pacífico enquanto encarava o rosto do pai pela última vez antes que seu corpo desaparecesse debaixo da terra, como se os dois compartilhassem um segredo que só os dois sabiam. O marido, depois de chegarem em casa e colocarem a pequena Sophia na casa, perguntou a ela porque ela não chorava. Calmamente como no dia que se conheceram, ela respondeu com a voz macia.
"Minha mãe morreu quando eu era pequena e eu virei a prioridade do meu pai. Mas ele deixou bem claro que quando eu não precisasse mais dele, ele iria embora, mas só então. E é por isso que não choro, porque tenho certeza de que ele tinha certeza, de que eu não precisava dele."
"Mas mães e pais deveriam ser eternos. Precisamos deles sempre."
"Na opinião dele, eu agora tenho você."
Surpreendentemente essa linda história/redação não foi de LP (Língua Portuguesa), foi de Artes! Exatamente, devíamos fazer um óculos malucos, e enfeitar com o que a gente gostava. Enquanto todos os com dons irritantes de desenho faziam Ipods, notas musicais, e sóis, eu escrevi toda essa história, e agora posso usá-la no rosto. =D
Skitter - A Maluca do Blog
11 de nov. de 2011
Conto: Faça um pedido...
Superstições
surgem e elas mudam ao redor dos anos. Os seres humanos são criaturas padrões,
ou seja, buscam padronizar as coisas, juntá-las de um jeito que faça sentido,
agrupá-las para poder entendê-las melhor. Por isso que quando acontecia algo
ruim com eles, agregavam à primeira coisa que podia culpar, um gato preto por
exemplo. Ou quem sabe o sal que derrubaram mais cedo. Eles gostam de culpar o
mais simples e banal, dizendo que o azar é culpa dessas coisas. Mas a sorte,
segundo algumas pessoas também funciona assim. Como achar um trevo de quatro
folhar, ou uma joaninha amarela sentar no seu ombro já é motivo para que as
pessoas pensem que irão ganhar na loteria. Para mim, a sorte não existe. Bom,
não existia, até hoje.
Eu cheguei
na sala antes de todos, como sempre. Eu vinha antes, para evitar os olhares das
pessoas, eu os odiava. Todos me olhando traziam de volta traumas que eu não
gostava de relembrar. Abri minha mochila e arrumei minhas coisas em cima da
mesa meticulosamente como eu sempre fazia como meu TOC obrigava. O caderno, o
bloco de notas e o estojo. Troquei os lápis de lugar as 47 vezes necessárias
para que eles parecessem certos. Limpei e desinfetei minha mesa e coloquei tudo
no lugar novamente. Então limpei a cadeira, e as pernas da mesa como o normal,
esfregando 150 vezes o pé com os lenços umedecidos e jogando-os no lado
esquerdo do lixo. Voltei ao meu lugar e me sentei esperando que todos
chegassem. O dia 11/11/2011 começou como a maioria dos outros, nada diferente,
como eu gostava.
Uma a uma
as pessoas chegaram, ouvindo música em seus headphones, ou estudando uma
matéria deixada para trás, irritantemente sujos e infectados com doenças,
vivendo suas vidinhas normais sem distúrbios de comportamento. E então entrou
Ele. Ele que era suficientemente sujo para me levar a loucura, mas era uma
mistura tão perfeita de beleza e inteligência que me fazia esquecer-me da sua
falta de higiene por alguns segundos. Ele sentou-se ao meu lado e sorriu.
-Oi Vida.
Está pronta para hoje?
-O que há
hoje, Steve?
-Como
assim? Onze de novembro! Faça um pedido! Todos estão ansiosos lá em casa.
Fiz que
sim, fingindo um sorriso forçado, com o nariz levemente torcido com o cheiro
peculiar que vinha dos seus sapatos. Ele pisara em fezes de cachorro. Que
repugnante! Fechei os olhos tentando bloquear o cheiro. Esqueça, Vida, esqueça!
O poço ficou para trás!
-Desculpe...
Eu não... Tem algo no seu tênis...
Eu disse
apontando, ainda de olhos fechados.
-Ah sim.
Perdão.
O cheiro
desapareceu por um tempo, indo com ele para algum lugar. Logo, ele voltou a se
sentar no seu lugar, o cheiro estava mais leve, quase suportável agora e pude
abrir os olhos para continuar a conversa como uma pessoa civilizada faria
apesar de não ter a menor vontade disso.
-Então, o
que vai pedir?
Ele
perguntou abrindo a mochila enquanto o professor acendia as luzes e entrava na
sala, dizendo seu bom dia como um ditador gritando as regras de seu país. Com
as luvas plásticas eu abri em uma página do caderno limpa, virando uma página
de cada vez como o TOC mandava.
-Não
acredito nessas coisas. Sorte, desejos para estralas, horas iguais. Nada disso
faz sentido para mim.
-Hum – Ele
disse, provavelmente divagando enquanto abria seu caderno cujas páginas já
foram rudemente arrancadas das espirais para fazer aviõezinhos de papel e cujas
bordas estavam gastas – Isso é triste Vida. Isso é muito triste.
Fiquei
quieta, e logo a aula começou e nossa conversa não pode continuar.
Durante a
aula de matemática, todos os 38 celulares do resto da turma tocaram em uníssono
quando deu 11:11. O professor nos deu cinco minutos para fazer nossos desejos.
Todos desligaram seus diversos toques, com um toque na tela ou no botão
direito, todos cobertos de suor e de sebo das mãos nojentas deles. Todas as
garotas se juntaram em um canto, dando as mãos e fazendo seus pedidos. Os
garotos gritavam desejos provocativos uns para os outros, e eu estava no meio
dessa confusão.
-Vida...
Steve me
chamou ao meu lado. Quando virei-me, já era tarde demais, não pude impedir.
Seus lábios já estavam nos meus, me invadindo... Completando-me. Por poucos
segundos, o mundo não existia, o poço em que meu primo implicante me empurrara
que estivera abandonado há 30 anos, cheio de musgo e animais mortos, com aquele
cheiro horrível que penetrou no meu corpo e mente me deixando doente nunca
tinha acontecido. Era só ele, eu e nada de germes, de luvas plásticas, e lenços
umedecidos, de desinfetantes, ou álcool em gel.
-Ugh...
Germes...
Eu disse
baixinho, separando nossos lábios por alguns segundos.
-Vida?
-Sim?
-Cala a
boca.
Sorri
enquanto ele se afastava e subia na mesa e gritava para a sala toda: “Vida
Corners é o meu desejo!”. E naquele momento, não me importei com seus tênis
sujos de fezes em cima do meu caderno limpo.
31 de out. de 2011
Feliz Halloween!
Feliz Halloween leitores! É dia de comemorar, decorar a casa, preparar a fantasia e quando o dia cair, revirar a vizinhança a fim de arrancar doces de todos os adultos e se eles não tiverem oferecer umas travessuras... Para nossos amigos americanos, é claro. Para nós brasileiros, restou os filmes de terror e as tentativas dos canais adolescentes de filmes de terror. Para mim, não sobrou nada porque terror não é comigo. Mas de qualquer modo, aqui vão algumas coisas que vieram da minha brilhante mente.
É Meia-noite, e o relógio bate na torre. Doze badaladas e tudo acaba, e o silêncio volta a reinar na noite escura. Botas levantam a poeira por onde passam e a poeira gruda na capa que se esvoaça atrás do homem, que é a única vivalma que caminha pelas ruas da cidade, todos estão trancados dentro de casa, com medo, esperando que aquela noite passe logo. Era ali, passaram-se alguns anos mas ele ainda podia se lembrar, quando as folhas ainda estavam nas árvores, as abóboras não passavam de brotinhos e as maçãs não mostravam-se em sua fartura vermelha nas árvores. Fora ali que a vira da última vez e onde tinha que retornar se quisesse vê-la de novo.
Ele andou até a torre do relógio. Não tinha tempo, a lua tinha que estar no ápice, a bruxa dissera, caso quiser que dê certo. Sabia que não encontraria ninguém na torre do relógio também, desde que ela se fora, as pessoas evitavam a torre a qualquer custo, como se ela pudesse algum dia machucar alguém. Ele ajoelhou-se no chão e acendeu as velas que acenderam na chama verde característica das bruxas, e sua sombra bruxuleou na parede. O que estavas fazendo? Devia mesmo envolver-se com aquilo? Ela se fora, se fora, e para sempre! Ele estava apenas se enganando chamando-a novamente. Porém era Halloween, era a noite perfeita, a única em que tudo poderia acontecer. Ele não passava de um amante desesperado enquanto colocava seu retrato e chamava seu nome baixinho.
Logo, sua sombra não era a única a danças nas paredes, e ele soube que ela estava ali. Estava exatamente do jeito que havia visto da última vez antes de morrer. Flores trançadas em uma tiara no cabelo ruivo, e o vestido branco que depois da morte esvoaçava-se ao seu redor enquanto ela flutuava até o chão. Nunca esqueceria o dia da sua morte, quando levantara uma manhã para encontrá-la onde sempre se encontravam, na torre do sino no último andar porém quando atravessou a porta da torre encontrou-a no chão, caída, pálida como uma boneca de cera. O coração deu um pulo ao vê-la novamente, sorrindo com os lábios carnudos e olhos castanhos, sentira falta daquele sorriso, como sentia falta da respiração naquele momento.
-Você... Deu certo.
-É claro que deu Darren. Você me chamou, eu vim.- Ela disse com simplicidade sentando-se sobre os joelhos. - Mas o que está fazendo? Chamando espíritos? Te queimarão na fogueira se for pego.
-Não me importo, não importa! Eu só precisava... Ver você de novo... Saber que estava bem. Você está?
O olhar dela se tornou triste e pesaroso e ela brincou com as chamas nos dedos. Darren quase abriu a boca para pedir que ela tomasse cuidado para não se queimar mas então se lembrou que ela não podia mais sentir. Não havia pele revestindo sua alma que pudesse ser queimada. Aquelas limitações não pertenciam mais ao mundo dela.
-Não Darren eu não estou bem. Eu me fui cedo demais. Um simples escorregão numa viga e tudo acabou. E é tão frio desse lado. E frio é a única coisa que podemos sentir.
Ela levantou a mão e ele a tocou. Mas apenas sentiu o ar da noite que vinha da porta que deixara aberta. O calor que existira nas mãos que cansara de segurar e beijar não existiam mais, ele não podia senti-la. Era como se ela fosse apenas um sonho bom, que nunca tivesse existido de verdade.
-Viu? Não sinto nada.
-E as outras almas? São boas para você?
-Não sinto vontade de estar com as outras almas - Ela disse com um suspiro. - A maioria é triste demais. E não quero ficar mais triste do que já estou. Sinto sua falta.
Ele não queria que ela sentisse falta dele, queria estar com ela para sempre. Queria poder tocar sua mão e sentir. Queria poder ficar com ela de dia e de noite e nunca, jamais perdê-la como a perdeu naquele dia, naquela mesma sala. Desistiria de tudo e todos se fosse para ver os olhos dela todos os dias e brindar com um beijo ao seu sorriso. Tinha um jeito, mas... Ele estaria pronto para isso?
-E elas... Você pode senti-las?
Ela fez que sim, enrolando um cacho do cabelo ruivo no indicador, imaginando o que ele estava planejando. Ele levantou-se e pôs-se a subir as escadas, um degrau de cada vez. Ela também se levantou e o seguiu, finalmente entendendo o que ele pretendia fazer. Não podia deixar que o mesmo acontecesse com ele não podia! Tudo tinha acontecido com ela tão rápido! Ela nem tivera a chance de escolher, e se tivesse não escolheria aquilo. Ele não podia, não podia. Mas quando disse isso a ele, enquanto ele sentava-se na viga e respirava fundo ele só balançou a cabeça e disse:
-Não sei como não pensei nisso antes.
No dia seguinte, todos acordaram sentindo um cheiro de morte. Encontraram o corpo do rapaz na mesma posição em que encontraram o da moça no ano anterior, porém haviam velas abaixo dele. Ele havia deixado a vila assim que a moça havia morrido, e ninguém entendera porque esperara um ano para voltar e se matar. Porém, nos portões do céu, a doce moça esperava o seu querido amado, aceitando a escolha dele. Para eles, nada fazia maior sentido. Agora, ficariam juntos para sempre.
É Meia-noite, e o relógio bate na torre. Doze badaladas e tudo acaba, e o silêncio volta a reinar na noite escura. Botas levantam a poeira por onde passam e a poeira gruda na capa que se esvoaça atrás do homem, que é a única vivalma que caminha pelas ruas da cidade, todos estão trancados dentro de casa, com medo, esperando que aquela noite passe logo. Era ali, passaram-se alguns anos mas ele ainda podia se lembrar, quando as folhas ainda estavam nas árvores, as abóboras não passavam de brotinhos e as maçãs não mostravam-se em sua fartura vermelha nas árvores. Fora ali que a vira da última vez e onde tinha que retornar se quisesse vê-la de novo.
Ele andou até a torre do relógio. Não tinha tempo, a lua tinha que estar no ápice, a bruxa dissera, caso quiser que dê certo. Sabia que não encontraria ninguém na torre do relógio também, desde que ela se fora, as pessoas evitavam a torre a qualquer custo, como se ela pudesse algum dia machucar alguém. Ele ajoelhou-se no chão e acendeu as velas que acenderam na chama verde característica das bruxas, e sua sombra bruxuleou na parede. O que estavas fazendo? Devia mesmo envolver-se com aquilo? Ela se fora, se fora, e para sempre! Ele estava apenas se enganando chamando-a novamente. Porém era Halloween, era a noite perfeita, a única em que tudo poderia acontecer. Ele não passava de um amante desesperado enquanto colocava seu retrato e chamava seu nome baixinho.
Logo, sua sombra não era a única a danças nas paredes, e ele soube que ela estava ali. Estava exatamente do jeito que havia visto da última vez antes de morrer. Flores trançadas em uma tiara no cabelo ruivo, e o vestido branco que depois da morte esvoaçava-se ao seu redor enquanto ela flutuava até o chão. Nunca esqueceria o dia da sua morte, quando levantara uma manhã para encontrá-la onde sempre se encontravam, na torre do sino no último andar porém quando atravessou a porta da torre encontrou-a no chão, caída, pálida como uma boneca de cera. O coração deu um pulo ao vê-la novamente, sorrindo com os lábios carnudos e olhos castanhos, sentira falta daquele sorriso, como sentia falta da respiração naquele momento.
-Você... Deu certo.
-É claro que deu Darren. Você me chamou, eu vim.- Ela disse com simplicidade sentando-se sobre os joelhos. - Mas o que está fazendo? Chamando espíritos? Te queimarão na fogueira se for pego.
-Não me importo, não importa! Eu só precisava... Ver você de novo... Saber que estava bem. Você está?
O olhar dela se tornou triste e pesaroso e ela brincou com as chamas nos dedos. Darren quase abriu a boca para pedir que ela tomasse cuidado para não se queimar mas então se lembrou que ela não podia mais sentir. Não havia pele revestindo sua alma que pudesse ser queimada. Aquelas limitações não pertenciam mais ao mundo dela.
-Não Darren eu não estou bem. Eu me fui cedo demais. Um simples escorregão numa viga e tudo acabou. E é tão frio desse lado. E frio é a única coisa que podemos sentir.
Ela levantou a mão e ele a tocou. Mas apenas sentiu o ar da noite que vinha da porta que deixara aberta. O calor que existira nas mãos que cansara de segurar e beijar não existiam mais, ele não podia senti-la. Era como se ela fosse apenas um sonho bom, que nunca tivesse existido de verdade.
-Viu? Não sinto nada.
-E as outras almas? São boas para você?
-Não sinto vontade de estar com as outras almas - Ela disse com um suspiro. - A maioria é triste demais. E não quero ficar mais triste do que já estou. Sinto sua falta.
Ele não queria que ela sentisse falta dele, queria estar com ela para sempre. Queria poder tocar sua mão e sentir. Queria poder ficar com ela de dia e de noite e nunca, jamais perdê-la como a perdeu naquele dia, naquela mesma sala. Desistiria de tudo e todos se fosse para ver os olhos dela todos os dias e brindar com um beijo ao seu sorriso. Tinha um jeito, mas... Ele estaria pronto para isso?
-E elas... Você pode senti-las?
Ela fez que sim, enrolando um cacho do cabelo ruivo no indicador, imaginando o que ele estava planejando. Ele levantou-se e pôs-se a subir as escadas, um degrau de cada vez. Ela também se levantou e o seguiu, finalmente entendendo o que ele pretendia fazer. Não podia deixar que o mesmo acontecesse com ele não podia! Tudo tinha acontecido com ela tão rápido! Ela nem tivera a chance de escolher, e se tivesse não escolheria aquilo. Ele não podia, não podia. Mas quando disse isso a ele, enquanto ele sentava-se na viga e respirava fundo ele só balançou a cabeça e disse:
-Não sei como não pensei nisso antes.
No dia seguinte, todos acordaram sentindo um cheiro de morte. Encontraram o corpo do rapaz na mesma posição em que encontraram o da moça no ano anterior, porém haviam velas abaixo dele. Ele havia deixado a vila assim que a moça havia morrido, e ninguém entendera porque esperara um ano para voltar e se matar. Porém, nos portões do céu, a doce moça esperava o seu querido amado, aceitando a escolha dele. Para eles, nada fazia maior sentido. Agora, ficariam juntos para sempre.
23 de out. de 2011
Minha vida
Minha vida. Você quer mesmo saber? Bom, para começar meu nome tem quatro partes. Um nome, um segundo nome, e dois sobrenomes. E o que tem? Tente encontrar um jeito bom de abreviar! De qualquer modo, depois da bagunça que é o meu nome, vem o meu quarto que só fica arrumado tempo o bastante para que eu desarrume de novo. Depois vem a minha vida a amorosa, que só não é reduzida ao nada, por causa de pessoas que eu não gosto e que infelizmente existem e pessoas que eu amo e que infelizmente não existem. Para falar a verdade, se tivesse que resumir a minha vida em uma palavra seria bagunça.
Para a minha mãe, eu sou seu bebê eternamente, já para o meu pai, que se casou de novo, e de novo, e teve filhas, de novo e de novo, eu já tenho capacidade para me virar, pelo menos um pouco. Em relação aos meus amigos, eu nunca sei se estou fazendo a coisa certa e nunca sei se eles gostam de mim o tanto que eu gosto deles. Preciso conversar muito para gostar de uma pessoas mas basta uma palavra para odiá-la. Quando me perguntam que tipo de música eu digo "-Tudo." mas na verdade é que eu não sei é de nada. Eu tenho boas notas, mas não me considero inteligente.
Esta é minha vida. Doce bagunça. Eu não trocaria por nada.
Hoje assisti a uma série, onde a menina escrevia uma redação sobre a vida no primeiro episódio, então decidi que vocês poderiam querer saber um pouco sobre a minha vida. Essa era a redação que eu escreveria se eu estudasse naquela escola. E aí? O que acham?
Skitter - A Maluca do Blog
Para a minha mãe, eu sou seu bebê eternamente, já para o meu pai, que se casou de novo, e de novo, e teve filhas, de novo e de novo, eu já tenho capacidade para me virar, pelo menos um pouco. Em relação aos meus amigos, eu nunca sei se estou fazendo a coisa certa e nunca sei se eles gostam de mim o tanto que eu gosto deles. Preciso conversar muito para gostar de uma pessoas mas basta uma palavra para odiá-la. Quando me perguntam que tipo de música eu digo "-Tudo." mas na verdade é que eu não sei é de nada. Eu tenho boas notas, mas não me considero inteligente.
Esta é minha vida. Doce bagunça. Eu não trocaria por nada.
Hoje assisti a uma série, onde a menina escrevia uma redação sobre a vida no primeiro episódio, então decidi que vocês poderiam querer saber um pouco sobre a minha vida. Essa era a redação que eu escreveria se eu estudasse naquela escola. E aí? O que acham?
Skitter - A Maluca do Blog
16 de out. de 2011
Dicas para sobreviver a um domingo
Uma das coisas mais importantes que aprendemos em "Friday" da Srta. Óbvia Rebecca Black é que antes da Sexta vêm quinta, então sexta, como eu disse antes, depois vem o sábado e o domingo vem seguido deste. Vamos combinar, acho que um dos assuntos mais polemicos e banais do mundo é sobre a utilidade ou inutilidade do Domingo. Para a maioria das pessoas incluindo o Pc Siqueira o domingo é um a droga. Para outros é um dia de renovar a fé, ir para a igreja e tomar um sorvete depois.
Sem falar no tédio. Sejamos sinceros, você acordaria cedo para fazer alguma coisa em um domingo? As lojas só abrem as duas, e até Deus parou para descansar no domingo. E quando chove então? O mundo fica parecendo um brejo, e você fica desejando que a sua inimiga saia de casa só para dizer: A vaca foi para o brejo. Hahahaha, essa foi terrível.
Mas de qualquer modo, esse modorrento e sonolento dia pode ser melhor se você arranjar o que fazer, e aqui vão algumas dicas, que podem transformar o seu domingo em um dia legal:
Dica Nº1: Está calor onde você mora? Não tem problema! Abra a porta do seu guarda roupa de madeira escura cheio de casacos de pele e passe o dia em Nárnia, com certeza, Aslan vai estar te esperando para tornar o seu Domingo maravilhoso!
Obs: -O blog não será responsabilizado pelo cumprimento de antigas profecias, batalhas, ferimentos causados por animais, ou pelo fato de 4 crianças acabarem com o inverno eterno.
-Oferta não válida caso você não tenha um guarda-roupa de madeira escura cheio de casacos de pele.
Sem falar no tédio. Sejamos sinceros, você acordaria cedo para fazer alguma coisa em um domingo? As lojas só abrem as duas, e até Deus parou para descansar no domingo. E quando chove então? O mundo fica parecendo um brejo, e você fica desejando que a sua inimiga saia de casa só para dizer: A vaca foi para o brejo. Hahahaha, essa foi terrível.
Mas de qualquer modo, esse modorrento e sonolento dia pode ser melhor se você arranjar o que fazer, e aqui vão algumas dicas, que podem transformar o seu domingo em um dia legal:
Dica Nº1: Está calor onde você mora? Não tem problema! Abra a porta do seu guarda roupa de madeira escura cheio de casacos de pele e passe o dia em Nárnia, com certeza, Aslan vai estar te esperando para tornar o seu Domingo maravilhoso!
Obs: -O blog não será responsabilizado pelo cumprimento de antigas profecias, batalhas, ferimentos causados por animais, ou pelo fato de 4 crianças acabarem com o inverno eterno.
-Oferta não válida caso você não tenha um guarda-roupa de madeira escura cheio de casacos de pele.
Dica Nº 2: Não aprecia o clima rústico de Nárnia? Não tem problema! Sempre haverá um lugar para você no Acampamento Meio-Sangue! Divirta-se com a Caça à Bandeira, a Parede de Escalada, brincando com monstros, conversando com as ninfas ou simplesmente voando nos pégasos! Tenho certeza que isso será capaz de acabar com o tédio do seu domingo!
Obs: -Oferta não válida para mortais.
-O blog não será responsabilizado por quaisquer lesão causada entre as atividades e nem pelas mortes ocasionais que podem acontecer.
-Esta mensagem é aprovada por Zeus
Dica Nº 3: Quer tornar o seu domingo útil e aprender alguma coisa? Não tem problema! Então embarque agora na plataforma 9 3/4 porque o trem saí às 11 horas em ponto! Aproveite a bela vista até chegar o castelo de Hogwarts, onde as aulas são educativas e ministradas por lendários professores. Torne-se um bruxo formidável em 7 anos! Com certeza você nunca mais passará um domingo sequer sem fazer nada, afinal, a tarefa de transfiguração da Profª McGonagall não vai se fazer sozinha!
Obs: -Oferta válida para quem recebeu sua carta.
-Oferta válida apenas até o início do ano letivo.
-Oferta não válida para trouxas.
-Minerva McGonagall aprova essa mensagem e pede a todos os alunos de transfiguração que lerem isso para irem fazer seus deveres sob a penalidade de menos 5 pontos para a casa que pertence.
Dica Nº 4: Seu domingo já está acabando? As estrelas já estão no céu e você não fez nada do que queria? Não tem problema! É só ter fé, confiança, e ser polvilhado por pozinho mágico, e logo você estará voando em direção à primeira estrela para a terra do nunca, onde o tempo nunca passa, e você nunca envelhece! Divirta-se brincando com as sereias amigáveis e os índios engraçadinhos, faça amizade com os meninos perdidos e dê uma surra inesquecível no capitão gancho!
Obs: -Oferta válida caso você for abordado por Peter Pan na sua janela.
-O blog não se responsabiliza por afogamentos causados pelas sereias, flechas ou lanças atiradas pelos indios ou gargantas cortados pelo gancho do capitão em questão. Também não será responsabilizado por eventuais percas de fé que resultarão em trágicas quedas.
- Oferta válida se a Fada Sininho não for pão dura para te polvilhar um pouco de pozinho mágico.
Dica Nº 5: Ficou animado com todas as alternativas acima mas as observações te deixaram para baixo? Não tem problema! Para mortais como nós, deixei o melhor reservado! É só baixar um pouquinho a tela e dar uma olhada no melhor que esta blogueira que vos fala tem para oferecer! Escolher entre textos, redações escolares e uma lista de livros que pode agradar você assim como me agradou!
Skitter - A Maluca do Blog (Especialista em Marketing sobrenatural)
Razz - A Voz da Razão (Que faz questão de não comentar essa postagem)
1 de out. de 2011
A Feiticeira, O Robô e a Chapeuzinho Vermelho
Esse é outro texto que eu escrevi para a Olimpieda da NRA. Nesse desafio, eu tinha que escrever um conto com personagens incomuns, então eu escolhi os três acima. Aproveitem.
Ao lado
de uma grande cidade, havia um bosque de onde muitas pessoas andavam
desaparecendo. Todos os agentes mandados para o caso, desapareciam, como os
casais românticos, e as famílias em piquenique.
Foi
montado então, um robô, para descobrir e transmitir para as autoridades o que
acontecia dentro daquele bosque.
Então
lá se foi o robô, andando de lá para cá entre as árvores. De repente, o sinal
de câmera dele sumiu e os cientistas responsáveis por ele apenas abaixaram a
cabeça, diante do fracasso.
O robô
estava em uma cabana feita de madeira. Móveis toscos e cheios de objetos
estranhos e nocivos espalhavam-se por todo o lado. O robô rodou sua câmera de
44 megapixels pela sala e se focou na mulher sentada na cadeira de mogno que se
assemelhava a um trono.
Ela
tinha cabelos castanhos trançados em flores e seus olhos puxados pareciam
continuados pelas pontudas orelhas. O robô notou que estava caído no chão e
levantou-se assumindo sua forma humanóide.
-O que
em nome de toda a bruxaria é você?
A
máquina computou as palavras e tentou mandá-las a base de comando mas não
conseguiu então apenas armazenou e decodificou.
-Bruxaria.
Irrelevante.
A
feiticeira riu e levantou-se rebolando até o robô.
-Humanos...
É o que todos dizem. Você é humano não é?
-Humana
tola. Maquina 327098 robótica.
-Acaba
de me chamar de humana?
Pergunta
a mulher enfurecida, e lança-lhe um raio de luz, cuidadosamente computado pelo
robô e devolvido com outro raio.
Do lado
de fora da casa, uma garotinha de capa vermelha passava pelo bosque saltitando,
carregando uma cesta de doces para sua avó, que morava na cidade do outro lado
do bosque.
-Eu vou passear no bosque, enquanto a Ninfa
má não vem... Eu vou passear no bosque enquanto a bruxa não vem...
A menina vê os raios de luz
de várias cores saírem pelas janelas sem vidro da casa, que a menina nem se
importava de desviar. Ela tirou seu Iphone 4 de dentro da cesta e tirou um
foto.
Saltitou
tranquilamente até a casa da avó, onde conectou-se a internet e enviou a foto
para o jornal local.
E então? Maluquice? Ah sim, é coisa de maluca. Mas como diz Alice no seu País das Maravilhas, as melhores pessoas são assim. =D
Skitter - A Maluca do Blog
Razz - A Voz da Razão
20 de set. de 2011
A Guerra
(Mary-Anne e Joe estão um de frente para o outro em dois focos em lados opostos do palco.)
Joe- Essa provavelmente será a pior conversa que terei que ter.
Mary-Anne – (Fala com ódio) A escolha foi toda sua! Você irá para a guerra onde nada mais importará a não ser o sangue que voará para todos os lados, e é por isso que eu te odeio!
Joe – Não diga isso Mary! Eu voltarei. (Ele diz dando um passo a frente. O foco o segue.)
Mary-Anne (Grita) – Jamais será a mesma coisa! Suas mãos estarão manchadas de sangue e você tocar-me-á com elas!
Joe – O que quer que eu faça?
Mary-Anne – Não vá! Fique!
(Joe dá duas voltas em torno do foco como se estivesse louco. Uma badalada de relógio toca. Ele para. Sai do foco, e volta ao foco com uma mala, um casaco dobrado e pendurado nos braços, e um chapéu coco.)
Joe – É tarde demais, querida Mary.
(Ele sai de cena).
Mary-Anne (Indo até o meio do palco onde novamente entra em foco) – Espere Joe!
(Joe volta ao palco, em seu antigo foco, mexendo-se de ansiedade por conta do atraso).
Joe – Seja breve.
Mary-Anne – Antes de você ir deve saber de uma coisa.
(Ela sai de seu foco e invade o dele, onde eles ficam cara a cara. Ela pega seu casaco e sua mala e os põe de lado.)
Mary-Anne – Fiz de tudo para você não ir e foi inútil. Mas a pior coisa que poderia fazer é deixá-lo ir pensando que eu o odeio, e deixá-lo ir sem dizer: Que quando voltar tudo ficará bem e que (Ela pega seu rosto entre as mãos) Eu amo você.
8 de set. de 2011
O Amor
Ele. O único. O cara. Em inglês, The One. Aquele que sempre estará com você, que olhará seu olhos, não a sua bunda, que verá os livros na sua estante, e não o RedTube no seu computador. Não o príncipe encantado, mas quem te tratará como a princesa do reino.
Quando chover, ele trará flores e vocês assistirão TV no sofá, comendo pipoca, e rindo. Quando fizer sol, ele vai te levar para um parque para passear, ou a uma campo de futebol, porque afinal, nem todo garoto é perfeito. Quando estiver frio, ele vai até a sua casa te abraçar para te esquentar. Quando estiver calor vocês vão dividir um sorvete enquanto conversam sobre os fatos da vida; Ele não irá gostar de te acompanhar nas suas compras intermináveis e não partilhará com você o gosto por apenas olhar vitrines, mas ele o fará por você. Você tampouco gostará de acompanhá-lo em seus jogos de futebol, sair com seus amigos idiotas, ou jantar na casa dele sob o olhar atento da sogra, mas você o fará.
O amor é algo lindo, muda as pessoas, e o primeiro amor a gente nunca esquece. Vive e desvive, sorri e chora, cai e levanta, grita em frustração e canta de emoção, passa por altos e baixos, mas nunca esquece. Sempre lembra com carinho, daquele primeiro beijo, a primeira saída, o primeiro coração partido enquanto balança na cadeira de balanço na varanda, ouvindo seus netos brincando logo ao lado, no jardim. Afinal, não é para isso que vivemos? Para podermos lembrar, quando não pudermos mais viver? Para mesmo quando as coisas estiverem ruins a gente lembrar de tempos bons, levantar a cabeça e agradecer a Deus a cada novo dia?
Pois bem, o amor é o que é. E o primeiro, é o que há.
Skitter - A Maluca do Blog
Quando chover, ele trará flores e vocês assistirão TV no sofá, comendo pipoca, e rindo. Quando fizer sol, ele vai te levar para um parque para passear, ou a uma campo de futebol, porque afinal, nem todo garoto é perfeito. Quando estiver frio, ele vai até a sua casa te abraçar para te esquentar. Quando estiver calor vocês vão dividir um sorvete enquanto conversam sobre os fatos da vida; Ele não irá gostar de te acompanhar nas suas compras intermináveis e não partilhará com você o gosto por apenas olhar vitrines, mas ele o fará por você. Você tampouco gostará de acompanhá-lo em seus jogos de futebol, sair com seus amigos idiotas, ou jantar na casa dele sob o olhar atento da sogra, mas você o fará.
O amor é algo lindo, muda as pessoas, e o primeiro amor a gente nunca esquece. Vive e desvive, sorri e chora, cai e levanta, grita em frustração e canta de emoção, passa por altos e baixos, mas nunca esquece. Sempre lembra com carinho, daquele primeiro beijo, a primeira saída, o primeiro coração partido enquanto balança na cadeira de balanço na varanda, ouvindo seus netos brincando logo ao lado, no jardim. Afinal, não é para isso que vivemos? Para podermos lembrar, quando não pudermos mais viver? Para mesmo quando as coisas estiverem ruins a gente lembrar de tempos bons, levantar a cabeça e agradecer a Deus a cada novo dia?
Pois bem, o amor é o que é. E o primeiro, é o que há.
Skitter - A Maluca do Blog
23 de ago. de 2011
Infância...
Como eram boas as brincadeiras, não eram? Onde animais falavam, inclusive os de pelúcia, quando os dias duravam simples minutos, as noites, alguns segundos deitados no escuro. Quando podíamos ter quantos filhos quiséssemos tirando e colocando almofadas na barriga. Quando alguns dias demoravam milhares de éon entre passeis na selva, sequestros, dramas familiares, cavalgadas ao por do sol e outros não duravam nem alguns segundos, quando pulávamos-os a nosso bel-prazer. Lembram dos bailes, os mais estranhos possíveis, alguns com princesas estranhas, diferentes e desajeitadas, e príncipes de extrema beleza? Ou os que dançávamos com animais de pelúcia, imaginando nossos pares dançando, porque afinal, animais pensavam como nós, não importava o que os adultos diziam!
Lembram de quando éramos soldados, espiões internacionais, super-heróis, reis , rainhas, empresários, estilistas, cantores atros do rock, fadas, duendes, magos, barbies e pollys, caçadores e caças, sempre destemidos, sempre fortes, e mesmo que a coisa se complicasse para dar mais emoção, ao fim do dia, antes de dizer tchau, tudo dava certo, porque a única regra definitiva que as brincadeiras acatavam era que o Era Uma Vez e o Felizes para Sempre sempre existirão.
Skitter - A Maluca do Blog ( Inspirado nas suas próprias brincadeiras e nas de JG e IF)
Lembram de quando éramos soldados, espiões internacionais, super-heróis, reis , rainhas, empresários, estilistas, cantores atros do rock, fadas, duendes, magos, barbies e pollys, caçadores e caças, sempre destemidos, sempre fortes, e mesmo que a coisa se complicasse para dar mais emoção, ao fim do dia, antes de dizer tchau, tudo dava certo, porque a única regra definitiva que as brincadeiras acatavam era que o Era Uma Vez e o Felizes para Sempre sempre existirão.
Skitter - A Maluca do Blog ( Inspirado nas suas próprias brincadeiras e nas de JG e IF)
10 de ago. de 2011
Indignações de estudante #2
Eu estou irritada. Estou muito irritada. Grama. Sabe o que é grama? Grama verde e fresquinha com cheiro de natureza? Pois é, na minha escola tínhamos um campo cheio dela, verdinha e crescendo. Todo mundo adorava passear por ali, brincar de pega pega, correr, jogar vôlei, alerta, e bets. Minha escola é dividida por dois clãs dominantes de... Kero-keros. Exatamente, aqueles passarinhos de pernas longas, uma pena na cabeça e que corre atrás de você violentamente se você chega à 50 KM do ninho dele.
O clã da campina como eu chamava colocava ovos naquele pedaço de grama, e todo verão tínhamos filhotinhos caminhando por ali. Toda a criança da minha escola já teve esperança de conseguir acariciar um filhote de Kero-kero, e descobrir que isso é impossível sem ser assassinado pelos pais dos filhotes é um rito de passagem. Eu cresci assim, e crianças antes de mim cresceram aqui. Mas um praga se alastrou pela escola, tão rápido como as folhas caem de um dia para o outro no outono. O chamado PROGRESSO.
Cobriram nossa grama verdinha e fresquinha com cimento, fazendo mais duas quadras sendo que já tínhamos 7. Tiraram a chance dos novos filhotinhos de Kero-kero nascerem no lugar que sempre nasceram, de as crianças brincarem e crescerem onde sempre brincaram e cresceram. Mas não importa. ELES NÃO SE IMPORTAM. E afinal o que eu posso fazer?
Skitter - A maluca do blog (Que passa a aula de Educação Física de cara feia)
O clã da campina como eu chamava colocava ovos naquele pedaço de grama, e todo verão tínhamos filhotinhos caminhando por ali. Toda a criança da minha escola já teve esperança de conseguir acariciar um filhote de Kero-kero, e descobrir que isso é impossível sem ser assassinado pelos pais dos filhotes é um rito de passagem. Eu cresci assim, e crianças antes de mim cresceram aqui. Mas um praga se alastrou pela escola, tão rápido como as folhas caem de um dia para o outro no outono. O chamado PROGRESSO.
Cobriram nossa grama verdinha e fresquinha com cimento, fazendo mais duas quadras sendo que já tínhamos 7. Tiraram a chance dos novos filhotinhos de Kero-kero nascerem no lugar que sempre nasceram, de as crianças brincarem e crescerem onde sempre brincaram e cresceram. Mas não importa. ELES NÃO SE IMPORTAM. E afinal o que eu posso fazer?
Skitter - A maluca do blog (Que passa a aula de Educação Física de cara feia)
Assinar:
Postagens (Atom)





